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A trajetória de Vera Lúcia, candidata do PSTU à Presidência

O ‘Nexo’ conclui a publicação das biografias dos postulantes ao Palácio do Planalto com este capítulo, em que mostra a história da sindicalista que disputa uma eleição presidencial pela primeira vez

 

Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado é a candidata do PSTU à Presidência da República nas eleições de 2018. Nasceu em Inajá, no interior de Pernambuco, em 12 de setembro de 1967. Tem, portanto, 51 anos.

É filha de Narciso Pereira da Silva e Terezinha Perpetua dos Santos. Narciso, que já morreu, era agricultor e depois trabalhou na área de construção civil. Terezinha tem 69 anos e trabalhava como bordadeira. Ambos tiveram sete filhos.

 

R$ 20 mil

é o patrimônio declarado por Vera Lúcia ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2018

 

O que fez até disputar a primeira eleição

Vera deixou Inajá aos 11 anos. Junto com a família, mudou-se para Aracaju, capital de Sergipe. Passou toda a infância na periferia da cidade.

Começou a trabalhar muito cedo. Aos 14 anos, já tinha seu primeiro emprego. Foi garçonete, datilógrafa e escrituária.

Quando completou 19 anos, Vera passou a trabalhar em uma indústria de calçados, época em que virou militante do movimento sindicalista.

Ela foi candidata a deputada federal nas eleições de 2006 e também a prefeita de Aracaju por três vezes: em 2004, 2008 e 2012, sem nunca ter vencido uma eleição.

Em 2016, a sindicalista se formou em ciências sociais pela Universidade Federal de Sergipe. Hoje, é educadora sindical pelo Ilaese (Instituto Latino Americano de Estudos Sócio-Econômicos). Ela é presidente do diretório estadual do PSTU de Sergipe.

 

Os cargos políticos que ocupou até aqui

 

A sindicalista nunca ocupou cargos eletivos ou no setor público ao longo de sua carreira política, apesar de já ter disputado antes quatro eleições sem conseguir vencê-las.

 

Qual sua trajetória partidária

Vera Lúcia foi filiada a dois partidos. São eles:

  • PT: Partido dos Trabalhadores (1992-1993)
  • PSTU: Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (1994-2018)

A presidenciável se filiou inicialmente ao PT, em 1992. No ano seguinte,  foi expulsa do partido por integrar a Convergência Socialista, uma ala dissidente do partido.

Ajudou então a fundar o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), que obteve seu registro em 1994 e desde então é presidido pelo metalúrgico José Maria de Almeida.

Almeida costumava ser o candidato do partido em eleições presidenciais, mas em 2018 deu espaço a Vera Lúcia.

Onde está no espectro político

A ex-operária se apresenta como representante da extrema esquerda. Defende que os trabalhadores assumam o poder do país por meio de uma revolução. Para ela, o PSTU é o único partido de esquerda que luta verdadeiramente pelo direito dos trabalhadores.

 

 

Na economia, Vera diz que, se eleita, vai revogar todas as medidas feitas pelo governo Michel Temer até aqui. Em entrevista concedida à BBC em 18 de maio de 2018, fez referência à reforma trabalhista e às privatizações em curso.

“Vamos revogar todas as leis que foram feitas contra os trabalhadores neste país. Todas, todas, absolutamente todas”

Vera Lúcia

candidata do PSTU à Presidência

 

Ainda na seara econômica, Lúcia se diz contra os bancos e defende a expropriação de empresas do Brasil. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada em 13 de agosto, a candidata do PSTU afirmou ser a favor de fazer a reforma agrária e acabar com a propriedade privada.

Ponto fraco

A estrutura partidária

A sindicalista é filiada a um partido muito pequeno. Além disso, sua chapa não contém aliados, o que também dá a Lúcia pouco tempo de exposição na TV e no rádio durante o horário eleitoral.

Ponto forte

Os estudantes e o discurso

O PSTU mantém influência no movimento estudantil, em especial em alguns centros acadêmicos universitários. A candidata também pode atrair eleitores antissistema.

 

Quem é seu vice

No dia que o PSTU oficializou a candidatura de Vera, em 20 de julho, o partido também indicou o nome de Hertz da Conceição Dias para ser vice dela na chapa.

Dias é professor do ensino da rede pública do Maranhão e fundador do Movimento Quilombo Urbano, voltado à defesa dos direitos de jovens negros nas periferias das capitais.

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