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11 filmes de temática indígena para assistir online

Produções podem ser vistas livremente em streaming no site do Itaú Cultural até dia 23 de agosto

     

    De 13 a 23 de agosto de 2018, 11 produções de temática indígena podem ser vistos no site do Itaú Cultural.

    Os longas e curtas são assinados por diretores de diversas etnias e regiões do país.

    A mostra online faz parte da terceira edição do ciclo de debates Mekukradjá – Círculo de Saberes, que reúne representantes de diversos grupos, pesquisadores e especialistas nos dias 22 e 23 de agosto de 2018, na sede da instituição em São Paulo.

    “Mekukradjá” é uma palavra de origem caiapó – etnia que ocupa o Mato Grosso e o Pará – e significa “sabedoria”, “transmissão de conhecimentos”. A edição tem como tema “o movimento da memória”.

    A pedido do Nexo, o gerente do núcleo de audiovisual e literatura do Itaú Cultural, Claudiney Ferreira, destaca abaixo quatro filmes da programação.

    4 destaques

    'Konãgxeka: Dilúvio Maxakali' (2016), Isael Maxakali e Charles Bicalho, 13 min

    Animação falada na língua indígena maxakali, com legendas em português. Versão Maxakali da história do dilúvio, o filme narra o castigo enviado pelos espíritos yãmîy para punir o egoísmo e a ganância dos homens: a “grande água”. As ilustrações para o filme foram feitas por indígenas Maxakali durante uma oficina realizada na Aldeia Verde Maxakali, no município de Ladainha, em Minas Gerais.

    'Wai’a Rini' (2015), Divino Tserewahú, 114 min

    Dirigido por um dos grandes nomes brasileiros do audiovisual indígena, o filme Wai’a Rini trata do ritual, realizado apenas a cada 15 anos, em que os meninos A’uwẽ são iniciados no mundo das forças espirituais, que auxiliam o homem na caça, na cura de doenças e nos sonhos.

    'Ava Yvy Vera (A Terra do Povo do Raio)' (2016), Genito Gomes, Valmir Gonçalves Cabreira, Jhonn Nara Gomes, Jhonatan Gomes, Edina Ximenez, Dulcídio Gomes, Sarah Brites, Joilson Brites, 54 min

    Para os Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul, retomar as terras tradicionais (“tekoa”) é retomar a possibilidade de viver de acordo com seu modo de ser, seu “teko”. Média-metragem premiado, dirigido coletivamente por um grupo de jovens e lideranças da Tekoa Guaiviry, a produção narra a luta que culminou na retomada do território onde vivem hoje.

    'A Última Volta do Xingu' (2017), Kamikia Kisedje, Wallace Nogueira, 35 min

    Codirigido por outro importante nome da produção audiovisual indígena, Kamikia Kisedje, o filme trata dos impactos socioambientais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte sobre os povos da Volta Grande do Rio Xingu.

     

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