Todas as edições da histórica revista “Ciência e Cultura”, publicadas entre 1949 e 2017, estão agora digitalizadas e acessíveis pela internet. O trabalho é resultado de uma parceria entre o braço digital da Biblioteca Nacional, chamado Hemeroteca, e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), entidade responsável pela publicação.

O primeiro número da revista foi impresso depois de apenas um ano da fundação da SBPC. A organização reunia cientistas e “homens cultos” da época, nas palavras do editorial que abre a edição, interessados na divulgação dos progressos da ciência e de seus métodos. Dentre seus objetivos, estava o de “criar em todas as classes, e consequentemente na administração pública, atitude de compreensão, apoio e respeito para as atividades de pesquisa”.

456

é o número de edições e suplementos digitalizados da revista, o que dá um total de 68 mil páginas

A publicação nasceu trimestral. Em 1991, tornou-se bimestral e passou a ser publicada apenas em inglês. O formato anglófono foi abandonado em 2002, quando a revista passou a ser editada pelo Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e voltou a ter quatro edições ao ano.

Segundo o atual editor da revista e professor na Unicamp, Carlos Vogt, a revista é um marco na história da divulgação científica do país. “[Ela é] uma das publicações mais antigas e importantes para a grande virada que a ciência brasileira conhece a partir dos anos 1950”, diz em nota.

Pelo sistema da Hemeroteca, é possível vasculhar o acervo digitalizado da “Ciência e Cultura” – bem como de uma enorme variedade de publicações científicas, religiosas ou ainda de jornais e revistas noticiosas do país – por década ou por palavras. “Todo o texto reconhecível é indexado e pode ser recuperado”, diz Vinícius Martins, coordenador do acervo na Biblioteca Nacional.

Fases da revista

Foto: Reprodução/C&C

Em sua fase inicial, a revista trazia textos sobre ‘pesquisas recentes’, artigos de opinião, notas sobre personalidades da ciência e uma seção sobre livros
Em sua fase inicial, a revista trazia textos sobre ‘pesquisas recentes’, artigos de opinião, notas sobre personalidades da ciência e uma seção sobre livros

Foto: Reprodução/C&C

Em 1968, ela muda o projeto gráfico, mas mantém as seções, incluindo a de personalidades, chamada agora de ‘Homens e Instituições’
Em 1968, ela muda o projeto gráfico, mas mantém as seções, incluindo a de personalidades, chamada agora de ‘Homens e Instituições’

Foto: Reprodução/C&C

Em dezembro de 1979, já com visual diferente, a revista faz uma edição especial por ocasião dos 100 anos do nascimento do físico Albert Einstein
Em dezembro de 1979, já com visual diferente, a revista faz uma edição especial por ocasião dos 100 anos do nascimento do físico Albert Einstein

Foto: Reprodução/C&C

Em 1991, a primeira edição totalmente em inglês da revista
Em 1991, a primeira edição totalmente em inglês da revista

Foto: Reprodução/C&C

Já em 2002, sob gestão do Labjor, a revista volta a produzir conteúdo em português e adota visual e estrutura presentes até hoje focando em um grande tema por edição
Já em 2002, sob gestão do Labjor, a revista volta a produzir conteúdo em português e adota visual e estrutura presentes até hoje focando em um grande tema por edição

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