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Como é a instalação que imagina uma escola de arte feminista na Amazônia

Artista venezuelana criou arquivo detalhado para escola inventada, centrada nas perspectivas indígena e feminista

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    Foto: Divulgação
    Artista venezuelana que vive na Califórnia imaginou escola de arte centrada nas perspectivas indígena e feminista
     

    O Instituto Experimental Tropical del Amazonas foi uma escola de arte experimental fundada em 1935, no coração da floresta amazônica, por um grupo de artistas feministas. Funcionou até 1942 e contou com a passagem de professores como o arquiteto modernista Le Corbusier e a artista Sonia Delaunay.

    A escola nunca existiu, mas foi criada por Mariángeles Soto-Díaz, artista venezuelana que vive na Califórnia.

     

    Sua obra, uma instalação artística exposta atualmente no 18th Street Arts Center na cidade de Santa Mônica, na Califórnia, consiste em uma amostra dos documentos e trabalhos artísticos que teriam restado da experiência, da maneira radical de produzir e da convivência dos artistas em comunidade.

    Composto de desenhos em papel, colagens e anotações, o acervo fictício exibe também amostras de coco e urucum, notas sobre materiais locais e seus usos criativos e simbólicos.

    Há obras que homenageiam povos indígenas e o poeta Oswald de Andrade. Há também um manifesto da escola.

    Segundo a descrição da obra presente no site da artista, os membros do instituto estudavam as propriedades dos materiais tropicais, aprendendo técnicas artesanais com populações nativas como os Yanomami e os Ye’kuana.

    Foto: Divulgação
    Trabalhos expostos na instalação 'Instituto Experimental Tropical del Amazonas'
     

    Eles também estavam interessados em “reimaginar cada aspecto da vida”, buscavam fazer arte em consonância com a natureza, viver harmoniosamente e com equilíbrio entre os gêneros, “evocando os aspectos utópicos da [escola de design e artes plásticas alemã] Bauhaus sob um prisma feminista e latino-americano”, diz o site.

    Uma reportagem do site Hyperallergic descreve a instalação como “uma ficção atraente do choque do modernismo com as culturas indígenas e histórias pós-coloniais”, que aplica uma espécie de “retrofuturismo” aos modernismos, imaginando o que poderia ter sido se tivessem adotado essas perspectivas culturais.

     

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