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A publicação que reúne 50 pôsteres pró-aborto feitos por 50 mulheres

Projeto de estudantes inglesas de design gráfico, ‘50 Years of Choice’, reflete cinco décadas da lei inglesa e o horizonte de legalização na Irlanda

     

    Em 2017, o “Abortion Act”, lei de aborto inglesa, completou 50 anos. A lei passou a permitir que médicos praticassem aborto legalmente no país, mediante algumas condições (como a exigência de que dois médicos atestassem o prejuízo da gravidez à saúde da mulher).

    Inspiradas pela comemoração e por conversas a respeito do estigma que ainda existe em torno da interrupção de gravidez, Leah Fredrickson e Millie Tyler, estudantes de design gráfico da Universidade de Kingston, em Londres, criaram uma publicação colaborativa chamada “50 Years of Choice”.

    O título pode ser traduzido como “50 anos de escolha”. Em inglês, é comum se referir ao movimento pró-aborto também como “pro-choice” (pró-escolha), por defender a autonomia e liberdade de escolha das mulheres com relação a levar adiante – ou não – uma gravidez.  

    Foto: Reprodução
    '50 anos de Abortion Act. Um marco para a liberdade sexual e liberação das mulheres'
     
    Foto: Reprodução
    'Escolha e controle deveriam caber às mulheres'
     

    O projeto teve início com a abertura de uma chamada para que designers mulheres enviassem seus trabalhos. A proposta era realizar um cartaz tipográfico em preto e branco, em tamanho A3, sobre a temática do aborto.

    Foto: Reprodução
    'As mulheres não te devem nada'
     

    Os materiais selecionados fazem parte de uma publicação que contém, ainda, informações sobre a Abortion Support Network (rede de apoio ao aborto, em tradução livre), organização para a qual a dupla de designers está levantando fundos, e cinco cartões-postais. 

    Foto: Reprodução
    'Nem a Igreja, nem o Estado, as mulheres têm que decidir seu destino'
     
    Foto: Reprodução
    'Meu corpo, minha escolha' e (em forma circular) 'cuide da sua vida'
     

    Além de integrarem a publicação, os pôsteres também foram expostos em Londres, a partir de 28 de abril de 2018, em um espaço chamado Protein Studios, em Londres.

    Na Irlanda

    Além de lembrar a descriminalização do aborto na Inglaterra, o lançamento da publicação ocorre em meio ao debate em torno do referendo, a ser realizado em maio de 2018, no qual a população da Irlanda poderá manifestar seu apoio ou contrariedade à revogação da 8ª emenda constitucional.

    Foto: Reprodução
    'Aborto é um direito, não um privilégio'
     

    A emenda de 1983 equiparou o direito à vida da mãe ao do feto, tornando o aborto ilegal no país em todas as circunstâncias até 2013, quando a interrupção da gravidez passou a ser permitida em caso de risco de vida para a mãe.

    “Queríamos falar das mulheres que não têm escolha”, disseram Fredrickson e Tyler ao site It’s Nice That.

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