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O arquiteto que inspirou as cidades futuristas de ‘Metrópolis’ e ‘Blade Runner’

Antonio Sant’Elia era adepto do futurismo, movimento artístico surgido na Itália que enaltecia as máquinas e a velocidade

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    Foto: Divulgação
    Frame de 'Blade Runner, o Caçador de Androides', de 1982
    Frame de 'Blade Runner, o Caçador de Androides', de 1982
     

    Arranha-céus com centenas de andares, prédios de escritórios super modernos, uma Torre de Babel que chega aos céus. São estas algumas edificações presentes nos filmes “Metrópolis” (1927), de Fritz Lang, e “Blade Runner, o Caçador de Androides” (1982), de Ridley Scott. 

     

    Os cenários futuristas projetados por esses dois clássicos do cinema de ficção científica sofreram influência do trabalho do arquiteto italiano  Antonio Sant’Elia (1888-1916). Sant’Elia era adepto do futurismo, vanguarda artística europeia do início do século 20 que rejeitava o passado e exaltava a velocidade, as máquinas e o movimento.

    Foto: Wikimedia Commons
    Planta de edifício de 1914, por Antonio Sant’Elia
    Planta de edifício de 1914, por Antonio Sant’Elia
     

    Morto precocemente aos 28 anos, em uma batalha da Primeira Guerra Mundial, deixou apenas uma edificação concluída: a casa Villa Elisi em Brunate, no norte da Itália. 

    Apesar disso, seu trabalho mais conhecido, a série de desenhos “Città Nuova” (Cidade nova, em tradução livre), projetados entre 1912 e 1914, exerceu influência sobre urbanistas, tecnocratas e diretores de arte ao longo de todo o século 20.

    Foto: Wikimedia Commons
    Edifício residencial da 'Città Nuova' com elevadores e conexões para a rua
    Edifício residencial da 'Città Nuova' com elevadores e conexões para a rua
     
    Foto: Wikimedia Commons
    Estação de trem e teleférico desenhada por Antonio Sant’Elia, da série 'La Città Nuova'
    Estação de trem e teleférico desenhada por Antonio Sant’Elia, da série 'La Città Nuova'
     

    Na cidade futurista imaginada por Sant’Elia, símbolo de uma nova era, há enormes estruturas mecânicas. Arranha-céus se entrelaçam com passarelas suspensas e viadutos.

    Foto: Wikimedia Common
    Via para pedestres com elevadores no meio
    Via para pedestres com elevadores no meio
     

    O arquiteto defendia que a cidade deveria tornar o movimento (de veículos e pessoas) o mais eficiente possível e propunha que ela existisse em um estado constante de construção e reconstrução.

    Seu texto-manifesto “Arquitetura futurista” – que viria a ser modificado pelo líder do movimento, o poeta Filippo Marinetti, segundo o livro “The Oxford Handbook of Science Fiction” – enaltece o dinamismo e o tumulto da cidade futurista: diz que, nela, a casa deve ser como uma enorme máquina e que escadas devem dar lugar a elevadores, comparados a serpentes de aço e vidro que escalam as fachadas.

     

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