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O ‘atlas do tabaco’ que mostra a situação do fumo em todo o mundo

Brasil aparece entre os países que têm “alto nível de implementação” de áreas livres de cigarro

     

    Em 2016 foram consumidos no mundo todo 5,7 trilhões de cigarros. Quase metade dele foi na China, o país mais fumante do mundo. O Brasil está entre os dez países com mais fumantes homens no planeta.

    As informações estão em um abrangente estudo sobre os muitos aspectos do consumo de tabaco no mundo. O “Tobacco atlas” (atlas do tabaco, em tradução livre) é uma publicação multimídia preparada pela ONG americana Vital Strategies, em parceria com a Sociedade Americana do Câncer.

    O trabalho, disponível como site interativo e publicação em papel, se divide em duas partes principais: “o problema” e “a solução”.

    Fumantes por gênero

    Nesta primeira parte, o estudo mapeia todas as etapas de produção, manufatura e venda do tabaco, até seus efeitos na saúde pública e como causador de mortes.

    Para documento, será possível até 2025 reduzir o consumo mundial em até 30%, a partir dos índices de 2010.

    Em um capítulo chamado “Prevalência”, dados mostram que o aumento do consumo de tabaco entre homens acima de 15 anos vem subindo em diversos países africanos, como Lesoto, Mauritânia e Congo.

    Nessa seção, aparece também uma tabela com os 10 países com o maior número absoluto de fumantes. O Brasil aparece em nono lugar, quando considerados os fumantes masculinos: 11,1 milhões. Os números também mostram discrepâncias imensas entre os gêneros em alguns dos países dos dez mais: a China, por exemplo, tem quase 236 milhões de fumantes homens contra 14,4 milhões de mulheres; a Índia tem 90.8 milhões de homens tabagistas e 13,5 milhões de mulheres na mesma condição.

    No capítulo que trata das mortes, a pesquisa revela, a partir de números da Polônia e dos Estados Unidos, que a maior parte das mortes de câncer do pulmão acontece entre pessoas com menor escolaridade. Ainda sobre o câncer pulmonar, ele foi responsável por cerca de um quarto de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos em 2017.

    A solução

    Capítulos dedicados a temas como deixar de fumar, impostos, campanhas de mídia, regulação do fumo em espaços públicos e combate à indústria compõem a segunda parte do trabalho.

    52,1%

    Índice de brasileiros que pretendem deixar o cigarro

    Uma tabela relaciona porcentagens de fumantes em diversos países que “planejam parar”. Os índices mais altos estão em Senegal, Quênia, Costa Rica, Filipinas, Argentina e México, onde mais de 75% dos tabagistas respondeu que pretende deixar o cigarro. No Brasil, o número é de 52,1%.

    No capítulo que lida com a regulação do fumo em áreas públicas, o Brasil aparece entre os países que tem “alto nível de implementação de áreas livres de fumo”, ao lado de Argentina, Austrália, Canadá e Reino Unido.

    O último capítulo, intitulado “Otimismo”, celebra o fato de que o consumo global da substância está em declínio, graças em grande parte a programas de controle “bem-sucedidos”. Entretanto, o documento reforça que ainda existem muitos governos que relutam em apertar o cerco contra o tabaco. Conclui que até 2025 será possível reduzir o consumo mundial em até 30%, a partir dos índices de 2010.

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