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Por que esta candidata amamentou sua filha em um vídeo de campanha

A americana Kelda Roys é candidata a governadora de Wisconsin. Ela ganhou notoriedade por amamentar seu bebê enquanto falava sobre sua atuação no legislativo do estado

 

Uma candidata democrata ao governo de Wisconsin, nos Estados Unidos, ganhou notoriedade por amamentar seu bebê durante um vídeo de campanha. Kelda Roys estava filmando uma peça de campanha quando sua filha de quatro meses, que estava no colo do marido, no estúdio, começou a chorar. O marido levou a bebê até Roys que, praticamente sem interromper sua fala, a pegou no colo e permitiu que ela amamentasse.

No texto do vídeo, ela falava sobre seu papel no banimento em Wisconsin do bisfenol A, ou BPA, produto químico usado em garrafas plásticas, mamadeiras e copos para bebê. O BPA é proibido em alguns países e estados americanos. Desde 2011, a fabricação de mamadeiras com a substância é proibida no Brasil.

 

Em entrevista ao site The Cap Times, a candidata disse que o gesto não foi planejado. “Não, pois sou uma pessoa normal, mãe, empresária e ativista”, explicou. “Quando estávamos filmando o vídeo, minha família estava lá, obviamente, e quando minha bebê precisa comer eu apenas dou comida para ela.”

Ela recomendou a pessoas que pudessem se incomodar com o vídeo que não o assistissem. “Essa é uma maneira como bebês se alimentam. É apenas parte da vida. É parte da natureza”, afirmou.

Em 2017, Catherine Emmanuelle, uma vereadora de Eau Claire, também em Wisconsin, foi proibida de amamentar durante reuniões municipais. Emmanuelle alegou que não sobrava tempo para dar o peito ao filho fora do trabalho ou de extrair seu leite para uso posterior. Desde então, a vereadora vem tentando reverter a proibição.

Desigualdade na amamentação

De acordo com informações do governo americano, embora a maior parte das mulheres nos Estados Unidos esteja ciente de que amamentar é a melhor fonte de nutrição para crianças, falta conhecimento sobre benefícios específicos. Além disso, existe pouca informação sobre os riscos de não se amamentar.

O site do centro nacional de informações sobre biotecnologia do Departamento de Saúde americano cita um estudo em que apenas um quarto das mulheres americanas concordavam que alimentar um bebê com fórmula, em vez de leite materno, poderia deixar sua saúde mais vulnerável. E apenas 36% acreditavam que a amamentação poderia proteger seu filho de diarreia.

Embora os bebês americanos estejam sendo mais amamentados e por mais tempo na comparação entre 2004 e 2014, de acordo com o Centro de Prevenção de Controle e Doenças há diferenças entre amamentação de crianças negras e brancas. Em quatro medições apresentadas, os números de amamentação de bebês negros são piores que os de brancos. Por exemplo, entre crianças nascidas entre 2010 e 2013, 64,3% dos negros não-hispânicos amamentavam, contra 81,5% dos brancos não-hispânicos.

 

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