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O livro que conta a evolução dos mapas desde a pré-história

Dividida em seis volumes, coleção que é referência na área tem boa parte de suas imagens disponibilizada on-line

    Temas

    A tentativa de fazer mapas é uma prática humana que se perde no tempo. Na Anatólia, região da Turquia onde apareceram algumas das primeiras cidades do mundo, pesquisadores encontraram em 1963 uma planta urbana desenhada entre 6.300 a.C. e 6.100 a.C.

    A coleção americana “The history of cartography” é uma das mais ambiciosas tentativas de reunir mapas produzidos desde a pré-história. Dividida em seis volumes, a série foi publicada ao longo de 12 anos pela editora da Universidade de Chicago, começando em 1987.

     

    Os livros físicos (e eletrônicos) atualmente podem custar até US$ 500, por cada exemplar. A universidade disponibilizou todos os volumes (menos o sexto) em seu site, em links para PDFs com o texto e as imagens.

    No prefácio do primeiro volume, os editores J. B. Harley e David Woodward explicam que a coleção nasceu da “crença na importância dos mapas, e das técnicas e conceitos subjacentes, no desenvolvimento a longo prazo da sociedade e cultura humanas”. 

    A série de livros tenta situar “o mapa no coração da vida cultural (…) revelando sua relação com a sociedade, a ciência e a religião”, escreveu o crítico Edward Rothstein em texto para o jornal americano The New York Times em 1999.

     

    O primeiro volume abrange mapas e plantas da Europa pré-histórica, antiga e medieval. O segundo, dividido em três livros, apresenta a cartografia de sociedades por todo o mundo, do oceano Pacífico ao Oriente Médio, em várias épocas. O terceiro volume aborda a cartografia renascentista europeia. A coleção, na sequência, pula para o sexto tema, cujo foco é a cartografia do século 20.

    Ilustrações trazem representações inseridas em objetos variados, como um “casaco de dança” do povo coriaco, do Ártico russo, que contém desenhos das estrelas e constelações no verão e no inverno.

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