‘J'accuse’: o que há por trás da manchete mais famosa da história

Carta aberta do escritor Émile Zola tentava sensibilizar governo francês para erros e injustiça das acusações contra o capitão do exército Alfred Dreyfus

No início de 1895, o capitão Alfred Dreyfus, acusado de trair a pátria ao vender segredos do exército francês para os alemães, foi oficialmente destituído de sua patente por crime de traição à pátria. Sua insígnia e botões foram arrancados do uniforme, sua espada quebrada diante de um pelotão na Escola Militar. Pouco tempo depois, o ex-militar embarcava em um navio rumo à inóspita colônia penal da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

O caso figura como um dos episódios mais infames da história francesa. Dreyfus era judeu e sua condenação tinha um forte elemento de preconceito, por parte dos oficiais que o acusaram, mas também da imprensa sensacionalista que apoiou as denúncias sem questioná-las e de uma população enraivecida que chegou a entoar coros de “morte aos judeus” e promoveu distúrbios em cerca de 20 cidades do país.

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