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Como funciona o ‘Libreflix’, uma plataforma de vídeo aberta e colaborativa

Defensor da cultura livre, site disponibiliza conteúdos audiovisuais de teor crítico gratuitamente. E está aberto para uploads

    Foto: Reprodução
    Serviço já conta com dezenas de produções, nacionais e estrangeiras
     

    O site brasileiro Libreflix disponibiliza longas, curtas-metragens e séries, de documentário e ficção, para assistir on-line. Gratuito, livre e colaborativo, nem mesmo exige – embora seja possível – criar uma conta para ter acesso às produções audiovisuais disponíveis.

    Esta forma de acesso ao conteúdo se deve ao modelo de difusão defendido pela plataforma. Os filmes são de livre exibição para internet, sem restrição de direitos autorais. Qualquer um pode adicionar uma obra ao serviço, seja seu autor ou um usuário independente. O estudante Guilmour Rossi, de Curitiba, no Paraná, disse ao Nexo que uma pesquisa garante que a obra possa ser acessada, caso o conteúdo tenha sido oferecido por um espectador. Com filmes e documentários estrangeiros "também é feita uma pesquisa. Lá fora, a ideia de Creative Commons e licenças permissivas para as obras está mais difundida, isso ajuda um pouco". Mas o catálogo tem foco em produções críticas, que “fazem pensar”.

    “Defendemos novas formas de compartilhamento da cultura. Formas que atinjam todas as pessoas, principalmente as que não podem pagar por ela. Formas que conectem os artistas direto com os fãs. E até formas que permitam que artistas criem algo novo a partir do trabalho de outros artistas”

    No site do Libreflix

    Essa defesa está ligada ao movimento pela cultura livre, baseado na liberdade de distribuir e alterar livremente trabalhos artísticos. Ele contesta as restrições impostas pelos direitos autorais e a “cultura da permissão”, atrelada à ideia de propriedade intelectual. E promove a produção e difusão de diversas formas de conteúdo livre, como o software e conhecimento livres.

    O que há na plataforma

    Assim como nos serviços tradicionais pagos, como a Netflix, o Libreflix conta com algumas categorias por meio das quais usuários podem filtrar o tipo de conteúdo a que querem assistir: clássicos, nacionais, infantis.

    Abaixo, o Nexo lista alguns conteúdos disponíveis no site:

    O curta documental “Quem Matou Eloá”

    De 2015, o filme dirigido por Lívia Perez recupera o assassinato de Eloá Pimentel, de 15 anos, pelo ex-companheiro Lindemberg Alves, de 22, ocorrido em 2008 e amplamente espetacularizado pela cobertura televisiva. Lança um olhar crítico sobre a abordagem midiática dada à violência de gênero no Brasil.

    A série infanto-juvenil “Castelo Rá-Tim-Bum”

    O programa exibido na TV Cultura entre 1994 e 1997 foi dirigido por Cao Hamburger e marcou gerações. É elogiado por sua qualidade, que o coloca entre os melhores conteúdos já produzidos pela TV brasileira. Todos os 91 episódios produzidos estão disponíveis na plataforma.

    O clássico “Metrópolis”

    Obra-prima do austríaco Fritz Lang, o longa de ficção científica de 1927 se passa em Metrópolis, uma cidade futurista dividida entre a classe trabalhadora e os planejadores da cidade. Há um romance entre dois personagens de classes sociais diferentes e a previsão da chegada de um salvador, que viria para mediar a diferença entre as classes.

    O curta documental “O Corpo das Mulheres”

    O filme debate a mercantilização do corpo feminino na televisão italiana, baseando-se em imagens televisivas e apontando para um “cancelamento da identidade das mulheres”, por conta de uma representação objetificada. De 2009, feito por Lorella Zanardo, Cesare Cantù e Marco Malfi.

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