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Fórum Econômico Mundial será conduzido apenas por mulheres. Quem são elas

Encontro anual reúne líderes da economia mundial como empresários, ministros e presidentes de Bancos Centrais

     

    O Fórum Econômico Mundial anunciou na segunda-feira (13) os sete nomes que irão presidir, em janeiro de 2018, a discussão anual sobre os principais entraves globais da atualidade em Davos, na Suíça. Pela primeira vez, desde a inauguração do fórum, na década de 1970, todas as líderes nomeadas são mulheres.

    Participam do evento figuras-chave da economia mundial como empresários, ministros, presidentes de Bancos Centrais, diretores do FMI (Fundo Monetário Internacional), representantes do Banco Mundial e de outros órgãos internacionais, além de políticos e intelectuais.

    As figuras selecionadas para presidir as sessões definem o programa a ser debatido e guiam os painéis e discussões. Em 2018, o tema é a criação de um futuro compartilhado em um mundo fragmentado.

    Nos últimos anos, o fórum foi bastante criticado pela falta de representatividade feminina entre os participantes e pelo processo de escolha dos convidados, considerado elitista.

    Mulheres em anos anteriores

    Em 2017, pouco mais de 20% dos 3.000 participantes do encontro eram mulheres. Foi a marca mais alta atingida em sua história: em 2015, eram 17%; em 2016, 18%. A organização vem adotando estratégias para fazer crescer o número de mulheres nas delegações participantes.

    A desigualdade, no entanto, também está presente na baixa participação de mulheres em posições de comando pelo mundo, o que contribui para manter o desequilíbrio no fórum. Em novembro de 2017, elas ocupam 5,2% dos cargos de CEO das 500 empresas que compõem o índice S&P 500, formado por ações de grandes empresas cotadas em duas das principais bolsas de valores do mundo, Nyse e Nasdaq.

    Quem são elas

    Chetna Sinha

    (Índia) é fundadora e presidente da Mann Deshi Foundation, um banco e fundação que oferece linhas de crédito e capacitação para mulheres

    Christine Lagarde

    (França) é a atual diretora-gerente do FMI, cargo mais alto do órgão. A advogada e ex-ministra das finanças da França é a primeira mulher a ocupar a posição. Substituiu Dominique Strauss-Kahn, que renunciou ao cargo após ser acusado de abuso sexual em 2011

    Erna Solberg

    (Noruega) é chefe de governo norueguesa desde 2013, e líder do Partido Conservador

    Fabiola Gianotti

    (Itália) é diretora-geral da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear desde 2016. É física experimental e também a primeira mulher a ocupar o cargo

    Ginni Rometty

    (EUA) é a atual CEO da IBM, primeira mulher à frente da companhia americana, pioneira na área de tecnologia da informação. Eleita várias vezes seguidas uma das mulheres mais poderosas do mundo pela Forbes, a executiva é bacharel em ciência da computação e engenharia elétrica

    Isabelle Kocher

    (França), desde 2014, é CEO da Engie, multinacional francesa do ramo de energia elétrica

    Sharan Burrow

    (Austrália) é secretária-geral da Confederação Internacional da União dos Trabalhadores desde 2010. A organização representa 168 milhões de trabalhadores em 155 países

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