Como a luta da Vila Autódromo virou peça do Museu Histórico Nacional

Pedaços de alvenaria e relógio de medição de energia integram acervo; exposição irá retratar violação ao direito de moradia em nome da modernidade

     

    Em 2016, a comunidade da Vila Autódromo virou símbolo de resistência quando as famílias que viviam no local foram retiradas da área nos preparativos para os Jogos Olímpicos do Rio. A comunidade, que existia desde os anos 1960, tinha cerca de 600 famílias e ficava perto do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, área nobre da cidade. As casas foram demolidas para dar lugar às obras de infraestrutura da Vila Olímpica. Apenas 20 famílias ficaram na comunidade, em casas reconstruídas.

    Agora, a luta dos moradores e o que restou da própria comunidade integram o acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. O museu, um dos mais importantes do país, planeja uma exposição no primeiro semestre de 2018. O objetivo é mostrar o processo de remoção representando a violação ao direito à moradia em nome de um suposto progresso, de acordo com Aline Montenegro Magalhães, pesquisadora do museu, em entrevista ao Nexo.

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