Ir direto ao conteúdo

Qual a trajetória da produção industrial desde o início da crise

Setor foi o mais afetado pela recessão no Brasil e agora tem o melhor resultado em anos. Melhora, no entanto, é pequena se comparada às perdas

    Na grave recessão que o Brasil enfrentou nos últimos anos, nenhum setor da economia perdeu mais do que a indústria. A produção industrial chegou a ficar 14 meses seguidos sem crescer. Entre novembro de 2014 e dezembro de 2015, foram 13 quedas e um resultado estável em 14 meses. Ou seja, um cenário de piora em cima de piora.

    Isso fez com que a participação da indústria no Produto Interno Bruto diminuísse mesmo em um cenário de queda do PIB. Ou seja, a indústria caiu mais do que a média da economia no pior momento do país nas últimas décadas.

    O fundo do poço, segundo dados da Pesquisa Mensal da Indústria, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aconteceu no início de 2016. Depois de dois anos de perdas, a produção industrial brasileira era quase 18% menor do que dois anos antes. Mas os mesmo dados indicam que o cenário, depois de uma certa estabilidade em 2016, começou a melhorar em 2017. Veja no gráfico abaixo o crescimento acumulado desde o início de 2014.

    Abaixo do período pré-crise

    O IBGE divide a indústria em duas categorias: extrativa e de transformação. A extrativa, em um país exportador de commodities minerais como o Brasil, depende muito mais do cenário internacional do que do mercado interno. Isso acontece, por exemplo, porque uma parte muito pequena da extração de minério de ferro fica em território nacional. Por isso o comportamento dessa parcela de empresas é diferente.

    As indústrias de transformação, que representam a maior parte do setor, sofrem mais com as oscilações da economia nacional. Esse tipo de empresa vai desde uma fábrica de sapato até uma empresa de fabricação de remédios.

    Setembro traz resultado raro

    Na quarta-feira (1), o IBGE anunciou que a produção industrial cresceu 0,2% em setembro, na comparação com agosto. O pequeno crescimento foi o nono em doze meses e, juntos, essa série de resultados positivos levaram a indústria a um resultado que não acontecia desde o início de 2014.

    A chamada “produção em doze meses” (ou seja, a soma dos resultados mensais) teve um crescimento de 0,4% entre outubro de 2016 e setembro de 2017. A última vez que esse dado foi positivo foi em maio de 2014, ou seja, foram 39 meses abaixo do zero.

    Saída do buraco

     

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa Equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project. Saiba mais.

    Mais recentes

    Você ainda tem 2 conteúdos grátis neste mês.

    Informação com clareza, equilíbrio e qualidade.
    Apoie o jornalismo independente. Junte-se ao Nexo!