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Como o Google está incentivando o acesso a projetos de realidade virtual e aumentada

Empresa lançou biblioteca virtual chamada Poly com modelos de objetos 3D livres para serem usados e remixados por desenvolvedores

     

    Nesta quarta-feira (1), o Google lançou uma biblioteca com objetos 3D que permite que usuários compartilhem e usem seus projetos sob licença de direitos autorais flexíveis. O anúncio representa um novo passo da empresa do Vale do Silício pelo avanço de tecnologias de realidade virtual e aumentada.

    Apple, Microsoft, Facebook e Google têm dados sinais claros nos últimos anos de que acreditam na força da realidade virtual e da realidade aumentada.

    A Microsoft encerrou seu sensor Kinect para focar toda sua atenção nos óculos HoloLens, que permitem que quem os use, interaja com uma interface a mais de realidade aumentada logo na sua frente.

    O Facebook comprou, em 2014, a empresa responsável pelo Oculus Rift, um dos aparelhos mais populares de realidade virtual no mercado e contratou, no início de 2017, o brasileiro Hugo Barra (ex-Google) para chefiar a área na empresa.

    A Apple lançou em 2017 uma espécie de kit básico para desenvolvedores criarem aplicativos que envolvam realidade aumentada (aqui há alguns exemplos escolhidos pelo site The Verge), os quais passaram a ganhar destaque em sua loja virtual depois do lançamento dos novos iPhones, capacitados para rodar os apps com essa nova camada visual de informações e interatividade.

    Já o Google, desde 2013 conta com uma das versões mais básicas de óculos de realidade virtual, o Google Cardboard, feito de papelão. A empresa investiu na fabricação de um óculos mais robusto, chamado Daydream, em kits para desenvolvedores e aplicações educativas e de navegação através do Google Earth.

    Biblioteca 3D livre

    Nesta quarta-feira (1), o Google deu mais um passo nesse sentido, criando uma biblioteca com objetos 3D disponíveis para uso gratuito por desenvolvedores ou produtores de vídeos animados. Chamada de Poly, a biblioteca permite que qualquer usuário suba um objeto 3D de sua autoria para a plataforma sob licença Creative Commons, e portanto livre para download e sujeita a modificações.

    Com a biblioteca, o Google espera unificar e facilitar a busca e o acesso a tais objetos, elementos básicos no desenvolvimento de vídeos e aplicativos interativos tanto em realidade virtual (ou VR, na sigla em inglês) quanto realidade aumentada (AR).

    Por lá, há de tudo. Desde produções básicas de modelos 3D de animais, comidas e edificações, até recriações vívidas de uma obra de arte como “Noite estrelada”, de Van Gogh.

    Este último, por exemplo, foi criado por meio de duas ferramentas desenvolvidas pelo Google: o Blocks (aplicação para o design de objetos 3D, feito para rodar em óculos de realidade virtual) e o Tilt Brush (kit de “pincéis” usados para pintar em um ambiente virtual e 3D).

    Os objetos presentes na biblioteca, no entanto, não precisam ser criados por ferramentas do Google – qualquer arquivo no formato OBJ será aceito –, nem para plataformas de propriedade da empresa.

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