Como a comida descartada no Rock in Rio pôs as normas de controle alimentar em debate

Agentes sanitários confiscaram 160 kg de queijos e linguiças artesanais. Chef Roberta Sudbrack protestou e levantou discussão sobre regra de 1989 que não distingue pequenos e grandes produtores

 

Na sexta-feira (15), o primeiro dia do festival Rock in Rio na capital fluminense, um fato que nada tem a ver com música ecoou pelas redes sociais. Fiscais da Vigilância Sanitária municipal recolheram e descartaram cerca de 160kg de alimentos como queijos e linguiças artesanais do estande “Bar de Cachorro Quente”, da chef gaúcha Roberta Sudbrack. O órgão afirmou que os produtos, com origem em Pernambuco, não possuíam o registro SIF (Serviço de Inspeção Federal) para sua comercialização na cidade carioca.

Sudbrack, de 49 anos, atua na gastronomia há 25. Autodidata, a chef começou vendendo cachorro-quente em Brasília ainda jovem, onde ganhou notoriedade e acabou sendo chamada para trabalhar na cozinha do Palácio do Planalto, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Com seus restaurantes no Rio de Janeiro, Sudbrack recebeu prêmios e foi reconhecida com uma estrela (entre  três possíveis) pelo respeitado Guia Michelin.

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