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Quem é a brasileira que fotografa de iPhone e acaba de assinar a capa da Time

Gaúcha clicou 46 mulheres pioneiras em suas áreas de atuação para a revista americana. Este texto traz um pouco de sua trajetória

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    Foto: Reprodução /Instagram
    Luisa Dörr tem 28 anos e é de Lajeado, no Rio Grande do Sul
     

    A primeira semana de setembro de 2017 traz mais de uma dezena de capas diferentes da revista americana Time, todas com fotos de mulheres clicadas pela brasileira Luisa Dörr. Os retratos fazem parte de um editorial chamado “Firsts: women who are changing the world” (Primeiras: mulheres que estão mudando o mundo).

    Dörr fotografou 46 personalidades femininas americanas para o projeto especial da revista – 12 viraram capa. Entre elas, estão a apresentadora Oprah Winfrey, a tenista Serena Williams, a roteirista e produtora Shonda Rhimes, a diretora Ava DuVernay e outras, pioneiras em suas respectivas áreas de atuação. Na edição digital, ao clicar sobre as fotos, é possível conhecer a trajetória dessas mulheres contada por elas próprias, em uma mini-entrevista em vídeo.

     
     

    Todas as fotos foram tiradas com um iPhone, instrumento de trabalho que a fotógrafa afirma, em seu Instagram, usar em 100% das imagens postadas na rede social, em que tem mais de 60 mil seguidores.

     
     

    Quem é ela

    Dörr tem 28 anos e é de Lajeado, no Rio Grande do Sul. Vive e trabalha hoje em Itacaré, na Bahia. Seu trabalho fotográfico consiste principalmente em retratos, “buscando abordar os aspectos contemporâneos” do gênero, na definição da artista.

    Quando a fotógrafa comprou seu primeiro iPhone, em 2012, ele era apenas um instrumento complementar à câmera, contou em entrevista à diretora de fotografia da revista Time, Kira Pollack.

    Conforme modelos mais avançados do smartphone da Apple foram lançados, a situação se inverteu: a câmera fotográfica profissional, volumosa e pesada, se tornou o complemento.

    A vantagem, para ela, foi poder carregar seu instrumento de trabalho para todo lugar. “De repente, eu podia tirar fotos ótimas em qualquer lugar, a qualquer hora, sem o stress de carregar uma bolsa cheia de lentes, cartões e baterias”, disse.

    Outra vantagem que a fez optar de vez pelo uso do iPhone é a abordagem menos ostensiva em relação a quem se fotografa: ela se sente menos invasiva ao pedir para tirar uma foto com o celular do que com a câmera em punho. “Não há barulho, aparelhos, instrumentos, tomadas – apenas o objeto e eu.”  

    Como o trabalho foi parar na Time

    A diretora de fotografia da revista Time, Kira Pollack, conta que esbarrou com o trabalho de Dörr no Instagram, sem nunca ter ouvido seu nome antes.  Esta foi a foto que chamou a atenção da americana:

     

    “Havia [no perfil da fotógrafa] incontáveis imagens de mulheres em paisagens etéreas, porém cruas. Luz natural, lindos tons, cada uma com uma composição estudada. As fotos eram incrivelmente consistentes”, escreve Pollack.

    As competências de Dörr, seu foco nos retratos, e o uso do iPhone, que também interessava à revista, se encaixaram às pretensões do projeto “Firsts”, em andamento desde a campanha presidencial de Hillary Clinton.

    O equipamento despojado usado pela artista – um smartphone e um rebatedor de luz natural, usado somente quando necessário –  desconcertou e aproximou, ao mesmo tempo, as retratadas da fotógrafa.

    Muitas delas foram fotografadas ao longo da carreira pelos maiores profissionais do mundo, com o apoio de toda parafernália: flashes, assistentes, lentes sofisticadas. Dörr afirma gostar da simplicidade com que as fotografou, por acreditar que, quanto mais alcançáveis as mulheres parecem, mais inspiram quem vê as fotos.

    ESTAVA ERRADO: A primeira versão deste texto afirmava que a fotógrafa , que mora atualmente em Itacaré, na Bahia, vive em São Paulo. A informação foi corrigida às 15h32 de 14 de setembro de 2017.

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