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O mapa interativo que permite ouvir sons de protestos ao redor do globo

Plataforma conta com contribuição de colaboradores e traz também remixes das manifestações feitos por artistas

 

Lançada no início de agosto de 2017, a plataforma Protesto e Política permite ouvir sons de pessoas indo às ruas em defesa daquilo que acreditam.

Ela reúne, por exemplo, taiwaneses protestando contra o uso de energia nuclear em seu país, americanos, contra a Primeira Guerra do Golfo (1990-1991) e gregos, contra medidas de austeridade em seu país. Cada protesto é indicado em um ponto do mapa que, quando clicado, dá acesso a uma gravação da população em marcha. Segundo uma nota de apresentação, “esses sons, mais do que quaisquer outros, estão definindo a época em que vivemos”.

O site faz parte do projeto artístico independente Cities and Memory, criado em 2014. Ele é capitaneado pelo britânico Stuart Fowkes, e reúne gravações de diversas partes do mundo. Os sons dos protestos são enviados por colaboradores, e em seguida disponibilizados a artistas para que os remixem.

Por isso, ao lado das vozes das ruas, a plataforma traz também obras de áudio que mostram a “contraparte imaginada, alternativa” da realidade. Mais de 100 artistas realizaram remixes.

Uma demonstração anti-LGBT na Polônia, por exemplo, é distorcida e acompanhada por um chiado fantasmagórico no remix do artista Sequencial.

As palmas, batuques e palavras de ordem de um protesto contra a “troika” em Portugal, uma espécie de conselho de credores que reúne Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu, são compassadas por um som constante, que lembra uma sirene, no remix de Carlos Santos.

Apesar de ser uma plataforma global, seu alcance é limitado por quem se dispõe a colaborar com ela. Por isso atualmente a seção Protesto e Política possui sons principalmente de países do norte do globo, especialmente da Europa. O Brasil não está lá, e não há nenhuma representação de países africanos — sons desses locais estão, no entanto, em outras áreas do Cities and Memory.

A plataforma é essencialmente artística, e não serve para obter informações noticiosas sobre cada um dos eventos retratados. Na maioria deles, nem ao menos o ano em que o protesto ocorreu é informado.

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