Como este vídeo retrata a verticalização recorde de Hong Kong

Arquiteta usou drone para capturar a grandeza e a geometria da metrópole chinesa

     

    Hong Kong é uma cidade recordista quando se trata de arranha-céus. De acordo com dados do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, entidade internacional que estuda os diferentes aspectos dos prédios elevados. A metrópole chinesa conta com 315 prédios acima de 150 metros, mais que Nova York, que tem 243, e a terceira colocada Dubai, com 153. A cidade abriga o 9o prédio mais alto do mundo, a torre International Commerce Centre, com 118 andares.

    A verticalização da cidade de 7,4 milhões de habitantes cobre praticamente todo o seu território, totalizando quase 8.000 prédios em cerca de 2.700 km2. A arquiteta grega Mariana Bisti capturou esse cenário de forma inusitada em um vídeo feito com a ajuda de um drone.

     

    Sobrevoando os prédios ou subindo em paralelo às suas laterais, o drone registrou imagens que chamam a atenção não apenas pela enormidade das construções, mas também pelas combinações geométricas trazidas pela arquitetura.

    Em Hong Kong, há tanto espaço público dentro dos prédios como fora deles. É possível encontrar restaurantes, praças e jardins em áreas elevadas dentro das edificações. No livro “Cities without ground” (“Cidades sem chão”, em tradução livre), os arquitetos Jonathan Solomon, Adam Frampton e Clara Wong retratam as redes verticais de Hong Kong.

     

    “Em uma cidade normal, as ruas têm um eixo e se você olha para a rua existe algo importante. Os parques têm uma fronteira, as cidades têm um centro. Prédios importantes se destacam”, escreveram os arquitetos no livro. Não é o caso de Hong Kong, em que os prédios se encontram densamente agrupados. “Não é possível perceber nada visualmente, então a hierarquia [dos espaços] se baseia em outros sentidos, como o cheiro ou o som”.

    A verticalização de Hong Kong teve início depois da Segunda Guerra Mundial, quando a cidade, ainda uma colônia britânica, começou a receber um fluxo maciço de imigrantes em fuga da revolução comunista na China. Até então, a cidade se caracterizava por poucos prédios, avenidas largas e subúrbios arborizados.

     

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Já é assinante?

    Entre aqui

    Continue sua leitura

    Para acessar este conteúdo, inscreva-se abaixo no Boletim Coronavírus, uma newsletter diária do Nexo: