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Quais as teorias sobre o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart

Pioneira na área, ela tentava dar a volta ao mundo, depois de ter se tornado a primeira mulher a atravessar o oceano Atlântico num voo

     

    No dia 6 de julho completaram-se 80 anos do desaparecimento de Amelia Earhart. Referência na aviação, ela sumiu em julho de 1937 dos radares quando tentava dar a volta ao mundo com Fred Noonan, navegador que já havia a ajudado em outros projetos. Juntos, eles tinham completado 75% do percurso.

    A ideia de Earhart, com a ajuda de Noonan, era de quebrar o recorde como a primeira mulher a dar uma volta completa no globo. Ambos tinham acabado de sair de Lea, na Nova Guínea, quando começaram a atravessar o oceano Pacífico, próximo à Ilha Howland, localizada entre o Havaí e a Austrália. Foi então que eles sumiram dos radares.

    Semanas depois, inúmeras expedições na região tentaram achar os destroços do Lockheed Electra, avião bimotor de Earhart. As tentativas foram mal sucedidas e desde então o mistério e as teorias em torno de seu desaparecimento cresceram.

    A teoria de que o avião caiu e ela morreu

    O governo americano acredita que o avião caiu próximo à ilha Howland, em algum lugar do oceano Pacífico. Evidências da época mostram que eles se aproximavam da ilha, mas estavam sem combustível. Após buscas, o governo americano os declarou mortos em 1939.

    Em 2002, a empresa Nauticos, que faz varreduras no fundo do mar, buscou vestígios do avião de Earhart no oceano Pacífico, mas eles não encontraram nada.

    “Nós estamos confiantes que os vestígios estão na área que estamos procurando. Porém, não podemos garantir já que pode estar em outra borda próxima”

    Presidente da empresa ‘Nauticos’, em 2002

    Em 2009, outra expedição foi realizada na região pelo Instituto Waitt. A varredura contou com robôs que vasculharam o fundo do mar, mas nada foi encontrado.

    Outra teoria é a de que o avião de Earhart tenha caído próximo a ilha de Nikamaroro, no sul do oceano Pacífico. O Grupo Internacional de Recuperação Histórica de Aeronaves (International Group for Historic Aircraft Recovery, em inglês) investiga essa possibilidade.

    Nós estamos na linha 157 337”, disse Earhart no último sinal emitido por rádio. A suspeita é de que se a aviadora e Noonan tivessem perdido o caminho até Howland. Assim, o único sentido possível era o sul, em direção a ilha Nikumaroro.

    A teoria de que o avião caiu e ela sobreviveu

    Outra teoria, considerada também conspiratória, é a de que Earhart e Noonan tenham acabado nas Ilhas Marshall, que na época da Primeira Guerra estava sob o controle japonês. De acordo com a teoria, ela e o navegador teriam sido capturados e, depois, mortos pelos japoneses. Há também quem acredite que ambos tenham mudado de nome e retornado aos Estados Unidos anos depois, como mostrou matéria da National Geographic.

    Rollin Reineck, um coronel da força aérea americana, é uma das pessoas que acredita na teoria de que Earhart não só sobreviveu, mas retornou aos EUA. Ele chegou a escrever sobre esse possível retorno em um livro publicado em 2003, “Amelia Earhart sobreviveu”.

    “Se ela não pudesse encontrar a ilha Howland, seu plano B era cortar comunicações e seguir para as ilhas Marshall e aterrissar seu avião lá”

    Rollin Reineck

    coronel da força aérea americana, em 2003

     

    O canal History Channel publicou no dia 5 de julho de 2017 uma foto que é mais uma peça sobre o desaparecimento da aviadora. A foto pertence aos Arquivos Nacionais dos EUA, mas não apresenta provas concretas de que, de fato, eram Earhart e Noonan nas Ilhas Marshall.

    De acordo o canal, a foto mostra Earhart agachada na orla de um porto enquanto Noonan estaria apoiado ao poste, no canto esquerdo da foto.

    “Quando você vê a foto e as análises que foram feitas, acredito que não deixa dúvidas de que são Amelia Earhart e Fred Noonan”

    Shawn Henry

    ex-diretor executivo do FBI, polícia federal americana, e analista da NBC

    Mulheres na aviação

    No início do século 20, não era comum mulheres seguirem a carreira de aviação. Nomes como o de Blanche Scorr, primeira mulher a pilotar um avião em 1910, e Neta Snook, primeira mulher a ser aceita em uma escola de aviação e responsável por ensinar Earhart a pilotar, foram alguns dos que se tornaram conhecidos.

    Durante a infância, Amelia Earhart não demonstrou muito interesse em aviões. Foi só em 1920, ao completar 23 anos, após o convite de um amigo, que ela voou como passageira pela primeira vez. “Eu estava há duzentos ou trezentos metros do chão e eu sabia que tinha que voar”, disse ela.

    Em maio de 1932, Earhart foi a primeira mulher a atravessar o oceano Atlântico. Ao todo, o voo durou 14 horas e 56 minutos. Em 1932, ela ajudou a fundar e foi a primeira presidente do “Ninety Nines”, grupo de mulheres aviadoras que existe até hoje.

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