Por que a USP foi a última a adotar cotas, segundo esta pesquisadora

Márcia Lima, do departamento de Sociologia, analisa o temor da universidade em perder qualidade, algo que não se verificou em outras instituições

     

    A USP aprovou na terça-feira (4), em uma reunião do Conselho Universitário, a implementação de cotas raciais e sociais a partir do vestibular de 2018. A meta é alcançar 50% de vagas destinadas a alunos oriundos do ensino público até 2021, com espaço reservado a pretos, pardos e indígenas na mesma proporção dessa população no Estado de São Paulo, a partir de dados do IBGE. Atualmente, ela é de 37%

    A principal universidade pública do país ainda está longe da marca a ser atingida em quatro anos. Em 2017, 36,7% dos alunos matriculados vieram de escola pública. Quanto à proporção de pretos, pardos e indígenas entre os ingressantes, ela era de apenas 17,4% em 2016 entre os alunos matriculados.

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