Como o Supremo sorteia os inquéritos entre os seus ministros

Sistema eletrônico define a distribuição das ações de forma aleatória, segundo o tribunal. Falta de transparência levanta dúvidas, dizem pesquisadores

     

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) responde a nove procedimentos jurídicos no Supremo Tribunal Federal. Os casos não ficam concentrados nas mãos de um único relator – responsável por conduzir o caso até seu julgamento – e o destino recente de dois inquéritos envolvendo suspeitas de corrupção contra o tucano trouxe de volta a discussão sobre o sistema de distribuição de casos entre os 11 ministros da Corte.

    Dois dos cinco inquéritos abertos contra Aécio em razão das delações da Odebrecht, maior empreiteira do Brasil, foram sorteados e distribuídos, em 23 e 27 de junho, para Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, ambos com ligações antigas com o PSDB. Gilmar foi indicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e trabalhou em seu governo entre 1996 e 2002. Moraes foi filiado ao partido até pouco tempo atrás, além de secretário do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin.

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