O que a Alemanha está fazendo para acabar com haters da internet

País estipula multas milionárias para redes sociais que não removerem discursos de ódio das suas plataformas. Medida gera debate sobre liberdade de expressão

    As redes sociais deram voz a qualquer um que tenha acesso à internet e uma conta no Twitter, Facebook ou YouTube. Ponto para a democracia: ampliou-se o debate, antes restrito a uma minoria que tinha acesso aos veículos tradicionais de comunicação. Ao mesmo tempo, o vozerio que se assomou nas redes deu espaço para grupos que antes se mantinham obscuros: os grupos de “haters”, propagadores de discursos de ódio e difamação. Problema para a democracia? Para a Alemanha, ao menos, sim.

    No começo de abril, o governo alemão apresentou uma lei que é vista como uma das mais duras já criadas em países democráticos para combater o discurso de ódio e a difamação nas redes sociais. Pela norma, que deve entrar em vigor até meados de 2017, após aprovação do Parlamento, as plataformas que hospedam conteúdo considerado ofensivo — empresas como Twitter, Facebook e Google — podem receber multas de até € 50 milhões (cerca de R$ 180 milhões).

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