Como funcionam os aplicativos de consumo consciente de roupas

Tecnologias ajudam pessoas a renovarem o armário de forma personalizada e gastando menos

     

    Nos últimos tempos, inúmeras iniciativas de economia alternativa têm surgido, impulsionadas pelas facilidades de comunicação fornecidas pela internet. Sites e grupos no Facebook, há alguns anos, propõem a troca de livros, móveis, ingressos de show e serviços (aulas de inglês por reparos na casa, por exemplo). Agora, surgem aplicativos dedicados inteiramente à prática do escambo — em particular, de roupas.

    Um exemplo é o recém-lançado no Brasil Roupa Livre, descrito como uma espécie de Tinder das roupas. Nele, um usuário pode cadastrar uma série de peças que não quer mais. Elas então entram para o catálogo do app.

    Quando duas pessoas demonstram interesse, por meio de “curtidas”, pela roupa uma da outra (o match), o serviço facilita a comunicação entre elas para que a troca seja feita sem o envolvimento de qualquer valor financeiro. A logística da troca, no entanto, fica a cargo dos interessados.

    O aplicativo na verdade é só o último lançamento de um projeto homônimo, que zela pelo consumo consciente. Antes de lançar mão da tecnologia, as criadoras do Roupa Livre organizavam bazares presenciais para incentivar a reutilização de roupas usadas. Ainda hoje, elas têm parcerias com outras iniciativas para promover eventos, como um workshop de transformação de peças velhas em utilizáveis.

    O consumo consciente de roupas e a tecnologia

    Entre os aplicativos de consumo consciente de roupa que surgiram antes do Roupa Livre, estão os de ateliês personalizados. A ideia é que o comprador saiba exatamente onde e como está sendo feita a sua indumentária — evitando, assim, a compra de peças em grandes lojas de varejo, cujas cadeias de produção, de difícil rastreamento, têm início muitas vezes em situações precárias de trabalho e descuido com o meio-ambiente.

    O americano JustFab é um exemplo de aplicativo de um ateliê personalizado. Teespring e Shoes of Prey, também dos Estados Unidos, ainda deixam os clientes escolherem o próprio design e estampa das roupas. O Feetz e o MTailor tiram medidas a partir de fotos tiradas com o celular.

    Há, ainda, aplicativos de aluguel ou empréstimo. Em vez de comprar uma peça nova, é possível pegar roupas e acessórios emprestados por um certo período de tempo, a baixo (ou mesmo nenhum) custo.

    O brasileiro BoBags funciona assim. O usuário navega pelo serviço, escolhe uma bolsa que deseja alugar e o período que pretende ficar com ela (quatro, oito ou 30 dias). O app então envia o produto para o endereço notificado em até três dias — o tempo de aluguel começa a contar a partir do momento em que o artefato é entregue. É possível também agendar um aluguel para uma data futura, renová-lo em caso de apego, comprar e vender peças usadas do catálogo.  

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