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Como o Google tenta lidar com a era da pós-verdade

Empresa lançou recurso de checagem no Brasil em fevereiro. Alertas de fato checado estão disponíveis logo abaixo dos links

     

    Os resultados de pesquisas no Google do Brasil já vêm acompanhados de um segundo link. Nele é possível saber se o fato procurado é verdadeiro ou não. Trata-se da nova ferramenta de checagem do buscador, para lidar com a era da “pós-verdade”

    A ferramenta passou a valer mundialmente na sexta-feira (7). No Brasil, a empresa fechou parcerias com várias iniciativas de checagem de fatos, como Agência Lupa, Aos Fatos e Agência Pública.

    O Google afirma que usuários brasileiros poderão ver o recurso na plataforma de busca e também no site news.google.com.br e nos aplicativos do Google Notícias e Clima para iOS e Android.

    O indicador de checagem do Google mostrará as seguintes informações: o fato alegado, o autor da alegação, a medida da veracidade (que pode incluir graduações como “na maior parte verdadeiro”) e quem checou o fato.

    A checagem ganha corpo

    Agências de fact-checking apareceram em diversos países como reação a práticas antigas e novas. Compostas por jornalistas e pesquisadores, analisam a exatidão de afirmações feitas por políticos e administradores, que tradicionalmente inflam números ou divulgam generalizações.

    Com a popularização das redes sociais e grupos de conversa virtuais, uma poderosa onda de notícias falsas se espalhou pela internet nos últimos anos.

     

    A primeira entidade do gênero foi o FactCheck, criado em 2003, nos EUA. Em 2007 surgiram o PolitiFact e o Fact Checker. Empresas tradicionais de jornalismo, como a agência Associated Press, o jornal “The New York Times” e a rede de televisão NBC, também lançaram suas iniciativas de checagem.

    No Brasil, o jornal “O Globo” anunciou em março a seção “É isso mesmo?”. Diversas iniciativas aparecem neste mapa da Reporters Lab (iniciativa de inovação em jornalismo da Duke University, nos EUA).

    Um estudo conduzido por professores do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e da Universidade de Exeter, na Inglaterra, concluiu que avisar políticos que a veracidade de suas falas seria analisada por agências de fact-checking reduziu em 63% o número de mentiras e imprecisões detectadas nos discursos.

    A responsabilidade das empresas de tecnologia

    Empresas de tecnologia foram acusadas de omissão diante da disseminação de conteúdo falso em momentos políticos cruciais em 2016, como a campanha pelo Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, e a eleição presidencial americana que levou Donald Trump ao poder.

    Em resposta, o Facebook anunciou em dezembro de 2016 que iria aceitar denúncias de usuários sobre conteúdo julgado duvidoso. Ao verificar que as informações não são verdadeiras, a rede social colocará um aviso junto ao link falso.

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