A ‘Fonte’ de Duchamp faz cem anos. Qual foi o impacto (e o legado) do mictório como obra de arte

Ninguém jamais tinha colocado um urinol para exposição antes de 1917; a obra divide críticos de arte e o debate trazido por ela ainda ecoa

    Foto: Micha L. Rieser/Wikimedia Commons
    Foto da réplica de 'A Fonte' exposta no museu 'Musee Maillol' em Paris, na França
     

    O pintor, escultor e poeta francês Marcel Duchamp se mudou para Nova York em 1915. Em 1917, inscreveu a obra “Fonte” na exposição daquele ano da Associação de Artistas Independentes de Nova York. Tratava-se de um urinol de louça assinado pelo pseudônimo “R. Mutt”.

    O conselho da associação, do qual o próprio artista fazia parte, hesitou em aceitar a “Fonte”, mesmo com a premissa de que qualquer artista que pagasse a taxa simbólica poderia exibir sua obra. Duchamp, que a havia inscrito sob pseudônimo, deixou a associação quando sua obra fora exposta “escondida”, no fundo do salão.

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