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Iniciativas contra o assédio de mulheres no Carnaval se espalham. Estes são 4 exemplos

Campanhas, iniciativas, números de telefone e centros de acolhimento que buscam deixar as mulheres mais seguras no Carnaval de 2017

     

    A festa é na rua e licenciosa com os excessos. Mas nem tudo está permitido no Carnaval: um movimento de combate ao assédio contra as mulheres nos blocos veio junto com a explosão recente do Carnaval de rua em cidades brasileiras como São Paulo e Belo Horizonte, e incorporado aos Carnavais tradicionais de Recife e Salvador, por exemplo.

    O ano de 2017 tem dado seguimento na tentativa de mudar a cultura da festa, onde beijos à força e puxões no braço sempre estragaram a diversão das mulheres. Blocos e marchinhas feministas, iniciativas como os apitos que chamam a atenção para episódios de assédio e violência contra as mulheres de quem está por perto e a continuação da campanha #CarnavalSemAssédio, iniciada em 2016,  se espalharam por cidades brasileiras.

    O Nexo reuniu abaixo quatro iniciativas, entre serviços e ações, destinados a amparar e acolher mulheres vítimas de assédio e violência durante o Carnaval.

    Minas de Vermelho

    Um grupo de mulheres teve a ideia de usar um lenço ou faixa vermelha no braço durante o Carnaval de 2017 de Barão Geraldo, distrito de Campinas, em São Paulo. A ideia é sinalizar, para aquelas que passarem por algum apuro, que estão prontas para ajudar ou intervir em uma situação de abuso durante a festa. “A nossa proposta é criar um ambiente de maior apoio para e por nós mulheres durante o Carnaval”, disse Luiza Navarro de Azevedo, uma das criadoras da iniciativa, à revista “Azmina”. A ideia fez sucesso e pode aparecer em outros carnavais além do pequeno distrito.

    Liga, Mulher

    Pelo segudo ano consecutivo, a prefeitura lançou o “Pequeno Manual Prático de Como Não Ser um Babaca no Carnaval”, uma campanha de conscientização sobre assédio, estupro e outras formas de violência contra as mulheres no contexto da festa.

    O Centro de Referência Clarice Lispector, serviço de acolhimento e orientação da prefeitura do Recife para mulheres vítimas de violência conta com uma equipe formada por psicólogas, advogadas e assistentes sociais. Elas estarão na Rua do Observatório, no Recife Antigo - bairro histórico da cidade que concentra muito da festa recifense - prontas para oferecer orientação e atendimento às mulheres.

    Há também um disque orientação ligado disponível no 0800 281 0107.

    Apito 

    A campanha “Apito Contra o Assédio” começou em São Luiz do Paraitinga, cidade paulista que é destino de muitos carnavalescos, em 2016. Lia Marques e as amigas Marina Gabos e Amanda Cursino tiveram a ideia de usar apitos para chamar atenção para situações de assédio e desrespeito.

    A campanha chegou a ser lançada em um financiamento coletivo, mas em 2017 foi encampada por uma parceria da Skol, que vem distribuindo apitos na concentração de blocos de pelo menos quatro cidades brasileiras.

    180

    O disque denúncia nacional de violência contra a mulher está sendo divulgado no Carnaval por campanhas locais anti-assédio, como a #RespeitaAsMina, do governo do Estado da Bahia, e serve não só para denúncias de violência como fornece instruções sobre serviços, como a forma de registrar um Boletim de Ocorrência por assédio ou episódios semelhantes.

    Várias campanhas sobre assédio no Carnaval de todo o país, de prefeituras, Estados ou coletivos, encorajam as mulheres a discarem 180 para receberem assistência em caso de situações de violência nos blocos.

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