São Paulo está perto de ter 6 milhões de carros. Por que isso é um problema

Como em outros grandes centros urbanos do país, município tem menos investimentos do que deveria em meios públicos de mobilidade, estimulando uso do transporte individual, avaliam especialistas

    A cidade de São Paulo atingirá, em alguns meses, a marca de 6 milhões de carros registrados. Se ainda existem mais seres humanos do que automóveis no município (cerca de dois para um), a tendência do crescimento de pessoas e carros em terras paulistanas pende positivamente para os últimos. É que, no maior município brasileiro, a quantidade de carros aumenta mais do que o próprio número de habitantes, numa taxa anual de dois novos veículos a cada novo morador. Este índice é sintomático de uma cidade (e de um país) que quase sempre estimulou, seja por vias diretas ou indiretas, o uso do transporte individual – principalmente pela falta de prioridade aos meios coletivos de locomoção, como metrô, trens e ônibus.

    Os carros correspondem ao tipo de veículo que mais roda nas vias da capital paulista: eles constituem nada menos do que 70% da frota de 8,3 milhões de automotores, que inclui motos (13%), caminhões (1,9%) e ônibus (apenas 0,5% do total).

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