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Museu de Nova York disponibilizou 375 mil imagens para uso livre. Por que isso é um avanço

Um dos museus mais visitados do mundo, o Metropolitan tem agora maior acervo visual em domínio público do mundo

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    O Metropolitan, museu de arte de Nova York, colocou em vigor no dia 7 de fevereiro uma política de Acesso Livre a 375 mil imagens de obras de arte. O material está disponível no site do museu.

    A ideia é que, tanto imagens em alta qualidade de obras presentes no acervo quanto informações como material, data, artista, título da obra e dimensões estejam em domínio público para estudantes e apreciadores de arte. O símbolo da licença “Creative Commons 0” — que determina não haver nenhuma restrição para seu uso — indica quais imagens estão disponíveis para utilização.

    Entre os trabalhos colocados em domínio público estão fotos do quadro “Washington Cruzando o Delaware”, de 1851, pintado pelo alemão Emanuel Gottlieb Leutze, além de reproduções de fotografias do francês Félix Nadar, que atuou entre o século 19 e o início do 20.

    Há ainda imagens de obras de arte sumérias, civilização antiga da Mesopotâmia, e de “A Dama e o Unicórnio”, série de tapeçaria francesa considerada uma das grandes obras do período medieval.

    Foto: Metropolitan Museum of Art/Domínio Público
    ‘O Unicórnio se Defende’ é uma das obras que compõem a série de tapeçarias medievais francesas, datadas entre 1495 e 1505

    Muitos itens de arte moderna e contemporânea, no entanto, ainda não têm imagens Creative Commons disponíveis no site devido à restrições de direito autoral, pois pertencem a fundações, galerias, organizações e marchands (negociantes de obras de arte).

    Qual o simbolismo da decisão

    Com o programa de Acesso Livre, o diretor do museu Thomas P. Campbell declarou que o Metropolitan se torna o maior e mais diverso acervo com imagens em domínio público do mundo. 

    A iniciativa inclui parcerias com plataformas digitais Creative Commons, Wikimedia, Artstor, a biblioteca pública digital dos EUA e o Pinterest, com o objetivo de que as obras atinjam o maior número de pessoas possível, para além daquelas que podem visitá-las presencialmente.

    O objetivo, com a possibilidade de que as imagens estejam em outros sites, é atingir aqueles que não necessariamente acessam o endereço do Metropolitan. E ela abre um precedente para que outros museus façam o mesmo com seu acervo de fotografias de obras de arte.

    A decisão está atrelada a um ideal de compartilhamento livre de conhecimento e informação na internet. Geralmente, os conteúdos disponíveis em Acesso Livre são resultantes de investigação científica, como artigos acadêmicos publicados em periódicos que podem servir para outros pesquisadores avançarem.

    Outros museus do mundo já disponibilizaram suas coleções online, como o Cooper Hewitt, museu nova-iorquino de design, a Galeria Nacional da Dinamarca, em Copenhague, e o Rijksmuseum, em Amsterdã.

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