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Como é o jornal de quadrinistas mulheres que propõe uma ‘resistência’ a Trump

Publicação foi distribuída durante manifestação de mulheres contra o presidente americano em janeiro e pretende ser uma voz dissonante, entoada por minorias

     

    O movimento de mulheres que fazem oposição ao presidente americano Donald Trump gerou uma das maiores manifestações de massa da história dos EUA em 21 de janeiro de 2017, dia seguinte a sua posse. Paralelamente, artistas se mobilizaram para engrossar o coro contra o presidente eleito.

    Na intersecção desses dois setores descontentes com os rumos da política americana surgiu o “Resist!”, um jornal feito por mulheres, impresso e on-line, que publicou, em sua primeira edição, quadrinhos sobre as pautas que mais preocupam minorias na administração Trump, como direitos sexuais e reprodutivos, assédio sexual, diversidade e direitos das mulheres imigrantes e refugiadas.

    A primeira edição do jornal foi distribuída gratuitamente durante a Women’s March, marcha de mulheres que tomou as ruas de Washington e outras cidades nos Estados Unidos e no mundo no dia 21 de janeiro. De acordo com o site da publicação, 60.000 exemplares foram entregues entre os dias 21 e 23. 

    O tabloide de 40 páginas contém trabalhos de quadrinistas como Alison Bechdel, autora de “Fun Home” e “Você é Minha Mãe?”, Lynda Barry, Roz Chast e muitas outras, que enviaram seus quadrinhos quando uma chamada para que artistas do mundo todo fizessem parte da edição foi aberta. Segundo o site do ‘Resist!’, além das veteranas, há quadrinhos estreantes, feitos por meninas  de apenas 13 anos.

    Mais quadrinhos publicados no jornal podem ser vistos aqui.

    Foto: Anne Jordan/Reprodução
    'Eu desenhei essa imagem no dia seguintes a eleição porque eu senti que traímos os muçulmanos americanos'
     
    Foto: Megan N. Liberty/Hyperallergic
    Entre as pautas dos quadrinhos estão temas caros para ativistas feministas, como direitos sexuais e reprodutivos, assédio sexual, diversidade e direitos das mulheres imigrantes e refugiadas
     
    Foto: Gayle Kabake/Reprodução
    Kabake desenhou 'mulheres de todas as cores' porque gostaria que todas as mulheres estivessem representadas na marcha
    Foto: Alison Bechdel/Reprodução
    Alison Bechdel também assina os quadrinhos 'Fun Home' e 'Você é Minha Mãe?'
     

    Quem edita

    Por trás da organização e edição dos trabalhos enviados estão Françoise Mouly, editora da seção dedicada às artes da revista “The New Yorker”, e a artista Nadja Spiegelman, sua filha. 

    Mouly levou o trabalho de uma das artistas da primeira Resist!, Abigail Swartz, para a capa da New Yorker da primeira semana de fevereiro.

    Swartz, ativista e mãe do Maine, fez uma releitura de “Rosie, a Rebitadeira”, figura do famoso cartaz com a frase “We Can Do It!”.

    A “Rosie” de Swartz é uma mulher negra usando um “pussyhat”, a touca cor de rosa com orelhas de gato tricotada pelas participantes da Women’s March, que se tornou símbolo da manifestação. Swartz é autora de uma ilustração da ativista dos direitos civis Rosa Parks publicada na primeira “Resist!”.

    Foto: Abigail Swartz/Reprodução
    A toca cor de rosa com orelhas de gato se tornou o símbolo dessa manifestação
     

    Segunda edição

    O lançamento do segundo número da publicação está previsto para julho de 2017, em torno do dia 4, data em que os Estados Unidos comemoram sua independência. O tema geral da edição deve ser “Imaginando os EUA da Forma Como Gostaríamos que Fosse”, segundo o site da ‘Resist!’.

    A chamada está aberta para artistas do mundo inteiro que queiram enviar seus trabalhos para o jornal, embora ele se anuncie como uma plataforma para “vozes femininas e de outras minorias”.

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