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6 livros e desenhos que explicam a crise de refugiados para crianças

O que leva uma pessoa a precisar fugir de seu país de origem? Essas obras tentam explicar a complexa questão para crianças

    A crise dos refugiados é um problema complexo até para os adultos. Como explicar para as crianças, então, as razões que levam milhões de pessoas a fugirem de suas cidades e países?

    Algumas obras tentam adaptar o tema complexo ao entendimento infantil. E explicam, de maneira lúdica e sem caírem no simplismo, as razões das guerras e o seu impacto sobre as pessoas.

    São obras produzidas por especialistas, por entidades e até mesmo pelas próprias crianças refugiadas que mostram, através de sua visão e percepção do mundo, a realidade da guerra. A Organização das Nações Unidas estima que, hoje, 65 milhões de crianças estejam na condição de refúgio, a maior parte por causa da guerra da Síria, iniciada em 2011.

    É considerado refugiado quem deixa seu país em razão de guerras ou perseguições, sejam políticas, religiosas ou étnicas. Abaixo, o Nexo listou algumas das iniciativas que podem ajudar a explicar melhor o tema ao público infantil:

    A crise dos refugiados para crianças

    ‘Um outro país para Azzi‘

    O livro narra, em quadrinhos, a história de uma família que precisa viajar às pressas para ter uma vida mais segura. Azzi é uma garota que precisa aprender uma nova língua, fazer novas amizades e lidar com a saudade dos parentes que ficaram para trás. A história foi escrita com base na experiência da autora, Sarah Garland, que conviveu com famílias de refugiados. Ela explicou em texto — publicado pela Editora Pulo do Gato — que optou por fazer o livro para quebrar as barreiras do idioma e contar as histórias das famílias de refugiados que conheceu em uma viagem à Nova Zelândia. A personagem Azzi é baseada em um livro de memórias de uma garota judia e em imagens vistas em uma biblioteca neozelandesa.

    Drawfugees

    O projeto documenta e apresenta desenhos criados pelas próprias crianças refugiadas — “draw”, em português, é “desenhar”. Com lápis e papel, elas mostram a sua visão sobre a própria condição: a saudade de casa, o barco em que viajaram e os planos para o futuro. O projeto foi criado por um brasileiro, o fotógrafo André Naddeo, que é voluntário em campos de refugiados na Grécia e publica em inglês, para facilitar a difusão do material.

    Foto: Drawfugees
    Seva Abas, 11, Síria: ‘Outro dia alguém comprou balões para nós aqui no acampamento. Foi muito divertido. Então eu decidi desenhar toda a minha família, porque no dia que eu encontrar meu pai de novo (ele está na Suíça) nós vamos fazer uma grande festa. E vou abraçá-lo tanto!’
    Seva Abas, 11, Síria: ‘Outro dia alguém comprou balões para nós aqui no acampamento. Foi muito divertido. Então eu decidi desenhar toda a minha família, porque no dia que eu encontrar meu pai de novo (ele está na Suíça) nós vamos fazer uma grande festa. E vou abraçá-lo tanto!’

    ‘A Cruzada das Crianças’

    O livro de Bertolt Brecht narra a viagem de crianças órfãs em busca de um lar durante a Segunda Guerra Mundial. A história mostra a dificuldade em se refugiar e conseguir um lar em segurança. Em 2014, a Editora Pulo do Gato lançou uma versão do livro em português.

    ‘A viagem‘

    O livro, inspirado em relatos reais de refugiados, fala sobre a busca de uma família por um novo lar. As ilustrações são da própria autora, Francesca Sanna. No Brasil, o livro foi publicado pela V&R em 2016.

    Unfairy Tales

    É uma série de animações produzidas pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) com o intuito de humanizar as crianças refugiadas. O nome da série, em português, significa “Contos de fadas injustos”. O título brinca com a palavra “fairy” (fada) e “unfair” (injusto). Os três filmes contam a história de diferentes crianças afetadas pela guerra: Ivine, 14 anos, é uma menina síria que precisou deixar o seu país de origem rumo à Alemanha. Sua aventura em direção à Europa, acompanhada de seu travesseiro, acaba de se tornar um desenho animado.“Malak e o Barco” narra a viagem de uma menina em um barco furado. E “Mustafa” mostra as dúvidas que surgem na cabeça de um garoto logo após deixar a sua casa: quem serão os seus amigos?

    Uma viagem por um garoto de 16 anos

    Um adolescente sírio de 16 anos narrou, em desenhos, sua viagem solitária até a Europa. Identificado publicamente com o nome fictício de “Omar”, o adolescente foi preso tentando entrar ilegalmente no Reino Unido. A “BBC” transformou os desenhos dele em uma animação, legendada em português.

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