Ir direto ao conteúdo

A surpreendente movimentação dos animais em 4 mapas

Dupla registrou a vida selvagem com satélites e drones. O resultado, publicado em um livro, é um retrato inédito da vida animal

 

Os animais têm padrões de movimentação surpreendentes - e a tecnologia está ajudando pesquisadores a entendê-los. Um livro recém-lançado, “Where the animals go” (Para onde vão os animais, em tradução livre, sem edição no Brasil), mapeia algumas dessas viagens de animais e mostra a lógica que norteia o movimento de algumas espécies.

Escrito por um geógrafo, James Cheshire, e por um designer, Oliver Uberti, o livro reúne uma série de pesquisas científicas que estudaram padrões de movimentação de diferentes animais. Os autores transformaram dados brutos coletados por pesquisadores por meio de tecnologia - como drones, GPS e câmeras - em uma série de mapas que contam histórias de diferentes espécies.

A movimentação dos animais em 4 mapas

A fuga do tornado

Com pequenos GPS, pesquisadores monitoraram padrões migratórios de uma espécie de pássaro, a toutinegra de asa de ouro (Vermivora chrysoptera), natural da América do Norte. Eles perceberam que a ave é capaz de prever a chegada de tornados e de sair do local que será atingido com antecedência média de dois dias.

Foto: Reprodução/Where the animals go
 

Crocodilos voltam para casa

Na Austrália, cinco crocodilos que haviam sido realocados da península do Cabo York, que fica no norte, para o interior do país, por oferecerem risco à segurança de pessoas, conseguiram encontrar o caminho de volta ao local de onde foram removidos.

Foto: Reprodução/Where the animals go
 

O mergulho das focas

O livro também mostra o resultado de 300 mil medições de temperatura em diferentes profundidades dos oceanos do sul do planeta. Esses dados foram obtidos a partir de trilhas de GPS formadas pela movimentação de focas-elefante durante a busca por alimento. Esses animais podem mergulhar até 1.500 metros de profundidade em água com baixas temperaturas - e, carregando os pequenos aparelhos GPS, forneceram aos pesquisadores suas pegadas.

Foto: Reprodução/Where the animals go
 

O esconderijo das baleias

Um dos casos apresentados pelo livro conta que baleias poderiam estar utilizando montanhas sub-aquáticas para se movimentar. Os dados geolocalizados mostraram que os trajetos das baleias são definidos pelo relevo submarino - e que a preservação de montanhas sob a água deve ser intensificada e mais eficaz, pois preservá-las pode contribuir para a continuidade das espécies de baleia que estão utilizando essas formações como guias.

 

Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa Equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project. Saiba mais.

Mais recentes

Você ainda tem 2 conteúdos grátis neste mês.

Informação com clareza, equilíbrio e qualidade.
Apoie o jornalismo independente. Junte-se ao Nexo!