Cassada, mas elegível: o que a saída de Dilma revela sobre negociações políticas no Brasil

Um para lá, outro para cá: parlamentares aprovam o impeachment, mas mantêm os direitos políticos da ex-presidente intactos. Uma advogada, uma historiadora e um cientista político analisam a característica aparentemente conciliadora da decisão

     

    O Senado cassou nesta quarta-feira (31) o mandato de Dilma Rousseff de maneira definitiva. Era algo esperado. Mas houve uma surpresa na sessão que decidiu pelo impeachment da agora ex-presidente da República. O mesmo Senado, em votação subsequente, decidiu poupá-la da inelegibilidade por oito anos, num gesto, aparentemente, contemporizador.

    A decisão de dividir a votação em duas, resultando numa derrota e, em seguida, numa pequena vitória de Dilma, é surpreendente. Originalmente, a pergunta que os senadores deveriam responder com “sim” ou “não” incluía o impeachment e a inelegibilidade em uma única frase. O “Roteiro para a Sessão de Julgamento”, publicado pelo Senado Federal em 17 de agosto, apresentava a questão assim:

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