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Como funciona o bitcoin, a moeda que mais se valorizou recentemente

Cotação do dinheiro virtual, gerado por 'mineradores' na internet e que circula sem barreiras subiu 245% em 11 meses

    Imagine colocar R$ 840 no banco e, 11 meses depois, resgatar R$ 2.900. A caderneta de poupança certamente não teria esse rendimento, mas ele é possível - apesar de nunca ser garantido. Esse lucro é o de quem comprou um Bitcoin em julho de 2015 e vendeu em meados de junho de 2016, quando a moeda virtual atingiu sua maior cotação desde a criação. Uma variação de 245% até o topo.

    Da data que marcou o ápice do seu valor  até hoje, o Bitcoin já sofreu uma queda: era negociado no dia 7 de julho a R$ 2.337. Mas a valorização é clara no último ano, inclusive na sua cotação em dólar.

    No mercado internacional

     

    A valorização do Bitcoin está diretamente ligada ao aumento de demanda. E se a demanda aumentou é porque investidores veem vantagens em participar desse mercado baseado apenas em tecnologia.

    O Nexo explica como funciona e quais as vantagens que atraem mais investidores.

    Moeda descentralizada

    O que é

    O bitcoin é uma moeda virtual, um sistema de pagamento que foi criado para ser prático, descentralizado e barato. A ideia da moeda é fazer com que todo e qualquer pagamento seja feito diretamente com a mesma velocidade com que é feito um pagamento em dinheiro vivo, por exemplo, na padaria da esquina. A grande vantagem é que as partes não precisam estar próximas fisicamente. Podem estar, cada uma, em um canto do mundo.

    É possível comprar bitcoins na internet seguindo as cotações do dia, como se compra dólar. Uma vez que alguém tem a moeda, ela é armazenada no computador ou até em pen-drives - que funcionam como carteira. Quando a pessoa faz uma transação, o valor da compra é debitado da conta de um usuário e creditado em outra por algum dos inúmeros computadores que formam a rede.

    A diferença para as modalidades de pagamento eletrônico convencionais, como os cartões, é que o processamento da transação é descentralizado. Quando alguém faz uma compra no débito, o banco e a bandeira do cartão é que são responsáveis pela autorização e repasse do valor.

    As transferências de recursos podem ser feitas a qualquer momento para qualquer lugar do mundo, sem limite mínimo ou máximo e sem a mediação de um organismo central. É o livre trânsito de moeda, com taxas muito mais baixas pagas em bitcoins, isso barateia o custo.

    Como funciona

    A estratégia de crescimento do bitcoin é importante para entender a moeda. Tudo começou com uma rede pequena de computadores operando o sistema, com uma quantidade pequena de dinheiro disponível. Eles encorajavam mais pessoas a entrarem na rede com seus computadores e em troca pagavam em bitcoins. Assim, à medida que a rede ia se expandindo, mais biticoins eram gerados e entregues aos “mineradores” - termo usado para denominar os computadores colocados à disposição do sistema.

    Quanto mais a rede cresce, menos bitcoins o trabalho de mineração rende. A ideia é chegar a um ponto em que não seja mais vantajoso fazer o trabalho de mineração e o volume de bitcoins no mercado pare de crescer. Se o volume crescesse indiscriminadamente, a moeda certamente se desvalorizaria por excesso de oferta.

    De acordo com o projeto, com o fim da mineração, a motivação para que os computadores continuem trabalhando para o sistema são as taxas pagas por transação.

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