Por que Temer faz 'bondades' agora e deixa medidas impopulares para depois

Presidente interino concede benefícios imediatos. Ações austeras estão previstas apenas para quando houver uma decisão final do Senado sobre impeachment de Dilma Rousseff

    O saldo de 40 dias de governo do presidente interino Michel Temer acumula iniciativas ou apoio a medidas que podem ser interpretadas como “bondades”. Estão nessa lista o reajuste de servidores públicos, o acordo com os governadores que suspendeu o pagamento de dívidas estaduais com a União por seis meses e a ampliação do número de empresas que pagam menos impostos.

    Há também uma série de propostas do governo, já previamente anunciadas, com alto potencial para desagradar a setores da sociedade. As “maldades” do governo, porém, só devem ser colocadas em curso depois da votação final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, algo que está previsto para acontecer em agosto. Estão nessa lista criar o teto de gastos públicos — que deve reduzir gastos nas áreas sociais —, desvincular recursos da saúde e educação e reformar a Previdência.

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