Ao condenar líder do Congo, tribunal aponta estupro como arma de guerra

Vice-presidente da República Democrática do Congo, Jean-Pierre Bemba comandou um exército particular que praticou estupros e assassinatos em massa

     

    O congolês Jean-Pierre Bemba foi condenado a 18 anos de prisão pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, na Holanda, por crimes de guerra e contra a humanidade. O ex-comandante do Movimento de Liberação Congolesa, sua milícia particular, já havia sido considerado culpado, em março, nesse mesmo tribunal, nas cinco acusações que pesavam contra ele, em julgamento presidido pela juíza brasileira Sylvia Steiner.

    Os crimes foram praticados por homens sob o comando de Bemba na República Centro-Africana (RCA), entre outubro de 2002 e março de 2003, quando forças congolesas foram enviadas para evitar um golpe contra o então presidente do país vizinho e seu aliado, Ange-Félix Patassé. Além das violações cometidas em combate, os militares também estupraram e roubaram cidades pelo caminho, reclamando de não terem sido pagos e reconhecidos como esperavam.

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