Qual a dimensão da delação de Machado e como ela pode complicar o governo Temer

Ao citar nominalmente o presidente interino como um negociador de propinas e implicar aliados diretos do peemedebista, ex-presidente da Transpetro amplia a instabilidade política do atual governo

     

    O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado tornou-se um dos delatores mais importantes da Operação Lava Jato. Seus depoimentos trazem acusações de distribuição de dinheiro de empreiteiras a vários partidos e têm potencial de complicar o governo interino de Michel Temer em várias frentes.

    Eles já causaram ao menos um efeito concreto. Nesta quinta-feira (17), o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), citado por Machado, pediu demissão. É o terceiro titular da Esplanada a deixar o cargo desde o início do governo interiono de Temer, em 12 de maio, por causa da Lava Jato. Os anteriores, Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), caíram após diálogos gravados por Machado virem à tona.

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