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Por que o uso de canudos está se tornando um problema global

Geralmente feito de plástico, o artefato é apontado como um dos grandes poluentes do mundo

     

    Adorno de milkshakes e usado para facilitar a degustação das mais diferentes bebidas, os canudos de plástico estão no centro de uma campanha de preservação ambiental. No caso, o artefato é apontado como um grande poluidor.

    A questão é que o polipropileno e o poliestireno, materiais dos quais geralmente são feitos os canudos, não são biodegradaveis. Quando descartados, tendem a ficar no ambiente, desintegrando em pedaços menores, que acabam sendo comidos por animais.

    Segundo a campanha The Last Plastic Straw (o último canudo de plástico), só nos Estados Unidos são 500 milhões de canudos usados diariamente. O projeto foi criado para conscientizar a população sobre as consequências do uso do utensílio.

    A fundadora do movimento, Jackie Nunez, vive na baía de Monterey, na Califórnia, sobre uma espécie de santuário marinho chamado por biólogos de o Serengeti do mar - uma referência ao ecossistema africano. Lá, diz ela, são coletados nas praias cerca de 5 mil canudos descartados anualmente. O item está entre os dez mais encontrados no International Coastal Cleanup Day, campanha californiana para a limpeza da costa.  

    Não se sabe ao certo, mas diz-se que os primeiros canudos foram produzidos pelos sumérios, antiga civilização do sul da Mesopotâmia. Feitos de ouro e similares a uma bomba de chimarrão, eles eram usados para beber cerveja, provavelmente para evitar os subprodutos sólidos da fermentação que se acumulavam embaixo das garrafas.

    O canudo moderno, feito de papel, foi patenteado pelo inventor americano Marvin C. Ston em 1888. Ele teve a ideia em um dia de verão em Washington, enquanto bebia um Mint Julep com um canudo de palha - em inglês, a mesma palavra, “straw”, serve para as duas coisas - canudo e palha. Em Portugal, o canudo é chamado de palhinha.

    O problema ambiental surgiu quando os canudos passaram a ser feitos de plástico, na década de 1950.

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