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Conchas artificiais ajudam caranguejos ameaçados pela poluição

No Japão, uma ação de uma imobiliária desenvolveu uma nova ‘moradia’ para caranguejos-ermitões, que trocam de conchas constantemente

    Há uma crise no “mercado imobiliário dos mares”, e os caranguejos-ermitões são os mais afetados por ela. Trata-se de uma espécie de crustáceo com característica bem peculiar: ela vive dentro de conchas e, à medida em que vai crescendo de tamanho, busca conchas novas, maiores, para habitar. No entanto, tem sido cada vez mais difícil para os caranguejos-ermitões encontrar conchas adequadas. Esse desequilíbrio tem a ver com a degradação do meio ambiente e é um problema que acontece no mundo todo.

     

    Para tentar minimizar o problema de “moradia” da espécie, iniciativas na área de tecnologia têm feito casas artificiais para caranguejos-ermitões. O projeto mais recente, conduzido por uma imobiliária japonesa em conjunto com a Universidade de Ciências e Tecnologia Marinha de Tóquio, divulgou um vídeo do processo de projeto e disposição das casinhas nas praias no Japão:

     

    O caranguejo-ermitão precisa da concha para se proteger de predadores e da luz direta do sol. Muitos desses crustáceos acabam se mudando para tampinhas plásticas e outros pedaços de lixo que substituem as conchas.

     

    Os improvisos usando lixo plástico não são ideais em tamanho, resistência e material. A concha usada pelo crustáceo precisa ser leve e muito resistente, e não pode ser inutilizada depois do uso - outros caranguejos menores precisam ser capazes de habitá-las quando forem abandonadas.

     

    As casinhas criadas pela equipe japonesa são mais espaçosas que as conchas convencionais, têm formato de casulo e são feitas de amido, que é biodegradável.

     

    Outra iniciativa, do CEO da empresa Makerbot, que fabrica impressoras 3D, começou a produzir casas para os crustáceos em 2011. 

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