Ir direto ao conteúdo

Como a crise econômica afeta a geração Y em 4 gráficos

Jovens sofrem com precarização do trabalho e estão pessimistas com a economia

     

    Uma crise econômica como a do Brasil afeta as pessoas de maneiras distintas. Uma pesquisa da Consumoteca, empresa especializada em dados de consumo, mediu o impacto da recessão sobre os mais jovens, aqueles que ainda não têm uma carreira consolidada ou aqueles que buscam o primeiro emprego. É o universo da geração Y, que engloba aqueles que têm hoje entre 18 e 35 anos.

    Dos 1.000 entrevistados,  66% já dizem sentir os efeitos da crise sob os mais variados aspectos. Muitos desses jovens ainda não conquistaram a independência financeira e a crise tem dificultado o quadro. Mais da metade mora com pais ou parentes.

    O Nexo escolheu quatro gráficos que mostram quais as preocupações e as expectativas da geração Y, além de os efeitos da crise sobre ela:

    Precarização do trabalho

    A piora do cenário econômico diminui o número de trabalhadores com carteira assinada. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mais de um milhão de postos de trabalho formais foram fechados desde 2015.

    E os jovens sentiram essa piora, principalmente os que têm 25 e 29 anos. Nessa faixa etária, caiu cerca de 30% o emprego formal nos últimos dois anos.

    O gráfico abaixo mostra as mudanças para todos os entrevistados - entre 18 e 35 anos. O número de jovens que se dedicavam apenas aos estudos também caiu.

    Quadro piora

     

    Dinheiro curto

    Mesmo quem não perdeu o emprego sente os efeitos da crise. A inflação elevou o custo de vida e os salários não acompanharam. Os juros altos afetaram quem está endividado. Por isso a parte financeira é hoje o que mais dificulta a vida da geração Y.

    Onde aperta

     

    Pessimismo

    Somente um em cada cinco entrevistados acredita que a economia do país vai melhorar em 2016. O pessimismo influencia o consumo e com a economia andando mais devagar a percepção é de que a recessão se aprofundará. Apenas 5% dos jovens entrevistados dizem que a crise gerou oportunidades.

    Sem motivos para acreditar

     

    Pensando em poupar

    Sem expectativa de melhora no curto prazo, os jovens estão mais preocupados em guardar dinheiro. Os dados mostram que, com medo de perder o emprego, se proteger e se aperfeiçoar profissionalmente são as prioridades. Lazer, neste momento, fica em segundo plano.

    Investir no necessário

     

    Todos os conteúdos publicados no Nexo têm assinatura de seus autores. Para saber mais sobre eles e o processo de edição dos conteúdos do jornal, consulte as páginas Nossa equipe e Padrões editoriais. Percebeu um erro no conteúdo? Entre em contato. O Nexo faz parte do Trust Project.

    Você ainda tem 2 conteúdos grátis neste mês.

    Informação com clareza, equilíbrio e qualidade.
    Apoie o jornalismo independente. Junte-se ao Nexo!