Qual será o impacto de um eventual impeachment de Dilma para os futuros presidentes

Precedente aberto por eventual condenação da petista pode aumentar chance de novos impedimentos, aprofundar crise política ou fortalecer obediência às regras orçamentárias, segundo cientistas políticos ouvidos pelo ‘Nexo’

    De um lado, os defensores do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência, que consideram que o processo de impeachment em curso vem ocorrendo conforme previsto na Constituição, que as manobras fiscais praticadas pela petista ferem a Lei de Responsabilidade Fiscal, e portanto ela deve ser deposta, o que revelaria um país com instituições fortes e em pleno funcionamento.

    De outro lado aqueles contrários ao impeachment, que independentemente de apoiarem ou não Dilma, classificam o processo como essencialmente político, sem relação com um crime de responsabilidade necessário para se retirar alguém do Palácio do Planalto, o que também faz parte da narrativa oficial. Na sua visão, as manobras fiscais são questões contábeis e o que está em curso é um “golpe” contra ela. Consideram o fato de os discursos dos deputados durante a sessão da Câmara que autorizou a abertura do processo contra Dilma terem passado ao largo dessas manobras fiscais uma prova disso.

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