Como a indústria da fotografia determinou que o ‘normal’ é a pele branca

Lorna Roth, socióloga que explora a representação racial na imagem, diz que a tecnologia tem um papel na promoção da igualdade

Pessoas de diferentes tons de pele nem sempre conseguiram sair bem em fotos. E a razão disso é relacionada à própria fabricação de câmeras e materiais utilizados para revelar as fotos: a tecnologia fotográfica, feita por pessoas brancas e voltada para pessoas brancas, passou décadas sem se preocupar como os tons de pele mais escuros eram retratados.

A questão foi explorada pela socióloga canadense Lorna Roth, que investigou a história da fotografia para mostrar como a tecnologia prejudicou a representação de pessoas cujo tom de pele não fosse claro. Lorna detalhou a pesquisa na décima edição da Revista Zum, publicação especializada em fotografia do Instituto Moreira Salles.

“Isto aconteceu principalmente porque aquelas pessoas nos Estados Unidos que tinham dinheiro para investir na fotografia e tirar um monte de fotos tinham pele clara”, disse ela em entrevista ao Nexo.

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