Rapper repreende Trump por usar suas músicas sem autorização. Já é o quinto caso

Pré-candidato republicano coleciona reclamações de músicos pelo uso não autorizado de suas canções em comícios

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O rapper americano Everlast - nome artístico de Erik Francis Schrody - criticou na segunda-feira (4) o pré-candidato republicano à Casa Branca Donald Trump por usar a música “Jump Around”, do álbum de 1992 “House of Pains”, em seus comícios de campanha, sem autorização.

No Twitter, Everlast disse que Trump deveria, “como um homem de negócios inteligente”, saber que precisa de autorização para usar a canção. Trump é dono de uma fortuna avaliada em mais de US$ 4 bilhões pela Revista Forbes e lidera as primárias republicanas à Casa Branca. Se definido como candidato do Partido Republicano, Trump concorre na eleição final no dia 8 de novembro. A posse do novo presidente é em janeiro de 2017.

 

Na mensagem abaixo, Everlast diz que gostaria de poder arrancar a peruca de Trump, a quem ele já chamou de “ignorante” e de “racista”, por seus comentários de cunho machista e xenófobos, especialmente contra imigrantes mexicanos e muçulmanos.

 

Essa não é a primeira vez que Trump é criticado por músicos que reclamam de desrespeito aos direitos autorais.

Neil Young

 

Trump havia usado, sem permissão, a música “Rockin’ in the Free World”, do músico folk canadense Neil Young. “Foi uma surpresa. Ele nunca me pediu [para usar a canção]”, disse Young. O milionário chamou o músico de “hipócrita” e publicou em sua conta no Twitter uma foto em que aparece sorrindo ao lado do cantor, fazendo uma doação em dinheiro para o projeto de Neil Young de desenvolver uma espécie de ipod para a execução de música de alta qualidade, o Pono.

Aerosmith

 

Trump vinha usando a música “Dream On”, da banda americana de rock Aerosmith, em seus comícios de campanha. O vocalista do grupo, Steven Tyler, mandou um recado direto ao republicano, pedindo que ele parasse de usar a canção. Trump reagiu dizendo que “Tyler teve mais publicidade de sua canção (agora) do que em dez anos”.

R.E.M.

 

O vocalista da banda R.E.M, Michael Stipe, reagiu com irritação quando soube que o pré-candidato usou a canção “It’s the end of the world” em um evento de campanha em Washington. “Vão se foder, todos vocês – homenzinhos tristes, loucos por atenção e poder. Não usem nossa música ou minha voz para sua imitação de campanha idiota”, escreveu Michael Stipe no Twitter.

Adele

 

Trump levou para campanhas em Ohio, Oklahoma e Iowa músicas conhecidas de Adele, como “Rolling In The Deep” e “Skyfall”, tema do último filme de James Bond. Fãs da cantora britânica começaram a se manifestar em redes sociais e o porta-voz de Adele afirmou que não deu permissão para que sua música seja usada em “qualquer campanha política”.

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