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Os reais tons da pele humana vão muito além de branco e preto

A fotógrafa brasileira Angelica Dass propõe uma nova paleta, baseada nas cores do Pantone

     

    Nas aulas de educação artística no colégio, se alguém dissesse para pintar algo usando o lápis “cor de pele”, que cor seria essa?

    A expressão é comum no sudeste do Brasil e serve para designar, geralmente, lápis cor de rosa claro ou bege. Naturalmente, eles não dão conta das outras tantas cores possíveis de pele.

    Essa e outras definições para as cores das pessoas são, de acordo com a fotógrafa carioca Angelica Dass, irreais. Para ela, ter só uma, duas ou três cores para classificar uma infinidade de tons gera problemas de identificação, auto-estima e representatividade.

    Inspirada por isso, ela criou o projeto “Humanae”, em que fotografou pessoas com tons de pele variados contra um fundo branco e identificou as cores dentro da paleta do sistema de cores Pantone, usado na indústria gráfica para padronizar pigmentos.

    Mais recentemente, em fevereiro de 2016, ela falou sobre o Humanae no TED Talks, conferência que reúne autores de projetos inspiradores para falarem sobre suas ideias.

    “Humanae é uma busca por destacar nossas cores reais. [...] O projeto funciona como um espelho para aqueles que não se veem representados em nenhum rótulo.”

    Angélica Dass

    Autora do Humanae

    Com o Humanae, Angélica descobriu que pessoas podem ter cores de pele tão diferentes quanto “lagosta depois de tomar sol”, “baunilha e iogurte de morango” e “uma mistura de café-com-leite, mas com muito café”.

    Além do TED, o projeto de Angélica ganhou exposições em galerias e a céu aberto em países como Estados Unidos, na Holanda, Itália, Noruega, Argentina e Uruguai, além de ter sido publicado em revistas do mundo todo.

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