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O que a íntegra da delação de Delcídio traz de novo

Depoimentos, prestados em fevereiro, envolvem políticos importantes do PT, PSDB e PMDB, além de piorar ainda mais a situação do governo Dilma Rousseff

    A íntegra da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), homologada e tornada pública nesta terça-feira (15) pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, trouxe à tona relatos de corrupção e desvio de verbas públicas dos últimos 16 anos no Brasil.

    Os esquemas apontados por Delcídio vão além daqueles que já haviam sido divulgado pela imprensa nos últimos dias. Os depoimentos, prestados em fevereiro, envolvem políticos importantes do PT, PSDB e PMDB, além de piorar ainda mais a situação do governo Dilma Rousseff.

    O ponto mais delicado da delação se refere ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos mais próximos à presidente. Segundo Delcídio, o ministro ofereceu ajuda para tirá-lo da prisão em troca de silêncio. O senador também cita pedidos feitos pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para que empresas que solicitavam empréstimos ao banco ajudassem o PT.

    A oposição também se complica. Delcídio acusa Aécio Neves, senador e presidente do PSDB, de manobras para que o tucano fosse excluído de investigações sobre o mensalão mineiro e de receber propina desviada de Furnas. O esquema de Furnas também beneficiou o DEM (ex-PFL) da Bahia, diz o senador.

    Delcídio foi preso em 25 de novembro, sob acusação de tentar obstruir a Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e solto em 19 de fevereiro.

    Ao fazer a delação, ele tenta reduzir sua pena. Para isso, admitiu ter participado de crimes — o senador confessou, por exemplo, ter recebido propina no processo de compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, adquirida pela Petrobras em 2006.

    As declarações de Delcídio, para terem validade jurídica e serem usadas em processos da Lava Jato, precisam ser provadas. Vários citados rebateram o teor dos depoimentos, negando sua veracidade.

    Abaixo, o Nexo faz um resumo do que há de mais importante nas cerca de 400 páginas que registraram os depoimentos do senador prestados à Lava Jato, e agora homologadas pela justiça.

    Contra o governo

    ‘Mercadante me ofereceu ajuda em troca de silêncio’

    Delcídio disse que Mercadante se reuniu com seu assessor Eduardo Marzagão para mandar um recado: pedir que o senador tivesse “calma” e avaliasse “muito bem” a conduta que iria tomar, pois poderia receber uma “responsabilidade monumental” por ter sido “um agente de desestabilização”.

    Mercadante teria ainda garantido que a “questão financeira” e o pagamento de advogados de Delcídio poderiam ser solucionados “por meio de empresa ligada ao PT”, e que intercederia junto ao presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para “tomarem partido” favorável ao senador.

    Delcídio afirmou ter interpretado a conversa de Mercadante com Marzagão como um pedido para que ele não procurasse o Ministério Público Federal para contribuir com as investigações da Lava Jato. O senador disse que não aceitou a oferta de Mercadante porque conhecia o governo “por dentro” e não confiava na sua palavra.

    Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (15), Mercadante disse que não tentou impedir a delação de Delcídio, mas queria apenas oferecer solidariedade ao senador e à sua família.

    ‘Luciano Coutinho, do BNDES, pede apoio a empresas que contatam o banco’

    Delcídio afirma que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, incluía pedidos de apoio ao PT em reuniões com empresas que buscavam financiamento do banco. Ele diz ter ouvido isso de diretores de empresas que procuraram o BNDES, como João Santana, da Constram, ou [José] Antunes, da Engevix, mas não pode confirmar o teor das reuniões.

    Segundo Delcídio, o relato sobre os pedidos feitos por Coutinho coincide com sua percepção sobre como o governo atua no “condicionamento dos financiamentos à ajuda por parte das empreiteiras nas campanhas eleitorais”.

    O BNDES, em nota, “rechaça insinuações” de que o banco tenha sofrido influência indevida para conceder apoio financeiro. “Qualquer processo de concessão de crédito por parte do banco é baseado exclusivamente nas boas práticas bancárias, com critérios impessoais e técnicos”, diz a nota.

    ‘Compra de Pasadena ajudou a pagar minha campanha’

    O senador reconheceu ter recebido US$ 1 milhão de propinas pagas na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, a mando do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, para quitar dívidas de sua campanha ao governo do Mato Grosso do Sul, pelo PT, em 2006.

    Contra a oposição

    ‘Paes e Aécio agiram para livrar tucano do mensalão mineiro’

    Delcídio disse que Aécio Neves, então governador de Minas, hoje senador e presidente nacional do PSDB, estava incomodado com a quebra de sigilo do Banco Rural pela CPI dos Correios, em 2005. Essa CPI era presidida por Delcídio e começou apurando denúncias de corrupção na estatal, mas posteriormente foi utilizada para investigar o mensalão petista.

    Segundo Delcídio, Aécio enviou como emissário Eduardo Paes, então secretário-geral do PSDB e sub-relator da CPI dos Correios, hoje prefeito do Rio de Janeiro pelo PMDB, para convencê-lo a adiar o prazo para que o Banco Rural enviasse à comissão as suas quebras de sigilo.

    Delcídio concordou e disse ter depois percebido que o adiamento fora utilizado para maquiar os dados enviados pelo banco. Segundo Delcídio, Paes e Aécio lhe contaram que as informações prestadas pelo Banco Rural haviam sido maquiadas. Os dados originais atingiriam em cheio Aécio e Clésio Andrade, então vice-governador de Minas Gerais.

    O senador disse “a gênese” do mensalão petista ocorreu em Minas Gerais, no mensalão mineiro e que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) também sabia que os dados do Banco Rural haviam sido maquiados.

    Aécio disse, por meio de nota, que os fatos relatados por Delcídio são mentirosos e não se sustentam na realidade: “O senador jamais tratou com o delator Delcídio de nenhum assunto referente à CPMI dos Correios. Também jamais pediu a ninguém que o fizesse. Nunca manteve qualquer relação com o Banco Rural, teve conta corrente na instituição ou solicitou empréstimos”.

    Paes negou, também por meio de nota, ter sido procurado por Aécio para “para pedir a postergação da quebra de sigilo bancário ou por qualquer representante do Banco Rural para tratar do assunto”.

    ‘Aécio e Cunha se beneficiaram de desvios em Furnas’

    Delcídio diz que havia em Furnas, na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, um esquema de desvio de recursos parecido ao desvendado pela Lava Jato na Petrobras. Furnas é uma estatal de geração e distribuição de energia vinculada à Eletrobras. A sua sede fica no Rio de Janeiro.

    O mentor do esquema seria Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, que teria “um vínculo muito forte” com Aécio. O senador disse que Aécio Neves “sem dúvida” recebeu recursos desviados de Furnas, além de parlamentares do PP e, posteriormente, do PT.

    O desvio de recursos, segundo Delcídio, continuou ativo durante o governo Lula, que manteve Dimas na estatal, atendendo a pedidos do ex-líder do PP, José Janene, de Aécio e do próprio PT. Lula teria dito a Delcídio que Toledo devia “estar roubando muito” para conseguir o apoio de três partidos diferentes.

    O esquema foi mantido até “três ou quatro anos atrás”, segundo Delcídio, quando Dilma decidiu “fazer uma intervenção na empresa para cessar as práticas ilícitas”. A mudança da diretoria de Furnas foi o início do conflito entre Dilma e Eduardo Cunha, que era “muito ligado” ao comando da estatal demitido pela petista e tinha “comando absoluto” da empresa.

    Aécio, por meio de nota, rebate as afirmações do senador: “Delcídio repete o que vem sendo amplamente disseminado há anos pelo PT que tenta criar falsas acusações envolvendo nomes da oposição. É curioso observar a contradição na fala do delator já que ao mesmo tempo em que ele diz que a lista de Furnas é falsa, ele afirma que houve recursos destinados a políticos”.

    Cunha, por meio de sua assessoria, disse que a citação ao seu nome é “genérica”.

    ‘Propina em contrato da Petrobras com Alston beneficiou PFL da Bahia’

    Delcídio afirma que a Petrobras adquiriu em 1999 uma turbina de geração termoelétrica da Alstom, modelo GT-24, que já havia apresentado uma “série de defeitos” em outros países e era considerada “problemática”, para equipar a refinaria Landulfo Alves, na Bahia.

    O contrato, segundo Delcídio, foi assinado antes que ele assumisse a diretoria de gás e energia da Petrobras, em 2000.

    A aquisição da máquina, diz Delcídio, foi conduzida pela presidência da Petrobras e atendia ao interesse do PFL (atual DEM) da Bahia. A aquisição tinha “sinais claros” de que haveria pagamento de propina.

    O senador disse ter ouvido de Carlos Laranjeira, então diretor da OAS, que a aquisição da GT-24 renderia de US$ 9 a 10 milhões em propina, sendo a maior parte destinada ao PFL. A aquisição fora planejada pelo então ministro de Minas e Energia Rodolpho Tourinho (1941-2015), aliado de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007).

    O presidente do DEM (ex-PFL) na Bahia, José Carlos Aleluia, disse, por meio de sua assessoria, que “é fácil se aproveitar de quem não está mais aqui”, lembrando que Tourinho e ACM já morreram. Ele afirmou que, se alguém do DEM/PFL se envolveu em esquemas de desvio de recursos públicos, já foi expulso do partido.

    Contra o PMDB

    ‘Temer indicou diretor da BR Distribuidora envolvido em escândalo’

    Delcídio disse que João Augusto Rezende Henriques, diretor da BR Distribuidora entre 1998 e 2000, era apadrinhado por Michel Temer, hoje vice-presidente da República. O ex-diretor foi envolvido em acusações de desvio de recursos a partir da manipulação das margens de preço na compra de etanol e acabou perdendo o cargo.

    ‘Temer chancelou diretor da Petrobras condenado a 12 anos de prisão’

    Delcídio afirmou que o PMDB da Câmara cobrou um preço do governo para votar pela prorrogação da CPMF, em 2007: indicar o diretor internacional da Petrobras. O partido sugeriu o nome de João Augusto Rezende Henriques, “muito ligado” a Michel Temer, mas acabou vetado por Dilma, então ministra da Casa Civil.

    No lugar de João Henrique, o PMDB indicou Jorge Zelada, “chancelado por Michel Temer”, segundo o senador. A prorrogação da CPMF passou na Câmara, mas acabou barrada no Senado em 2007. Zelada foi condenado em fevereiro deste ano a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

    O que já havia sido divulgado pela imprensa

    Abaixo estão os principais trechos que já haviam sido divulgados pela imprensa antes de a íntegra se tornar pública.

    Contra o governo

    ‘Belo Monte financiou campanhas do PT’

    Delcídio disse que os ex-ministros petistas Antônio Palocci (Fazenda) e Erenice Guerra (Casa Civil) e o peemedebista Silas Rondeau (Minas e Energia) desviaram recursos das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para campanhas eleitorais do PT e do PMDB.

    O ministro da Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, chamou a delação de "mentira escandalosa" e disse que as doações da campanha de Dilma em 2014 foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. O advogado de Antonio Palocci, José Roberto Batochio, disse que a versão de Delcídio "não têm o menor cabimento porque Palocci nunca teve qualquer envolvimento com Belo Monte". Mário de Oliveira Filho, advogado de Erenice, disse que não comentaria o assunto por não ter tido acesso à delação.

    ‘Tesoureiro de Dilma orientou caixa 2 via indústria farmacêutica’

    Delcídio também disse que Edinho Silva, tesoureiro da campanha de Dilma em 2014 e hoje ministro da Comunicação Social, pediu a ele em 2014, quando Delcídio disputou o cargo de governador do Mato Grosso do Sul, que procurasse o laboratório farmacêutico EMS para que ele pagasse R$ 1 milhão em dívidas de sua campanha.

    Edinho nega ter feito tal pedido a Delcídio. "Jamais mantive esse diálogo com o senador, jamais mantive sequer contato com as mencionadas empresas, antes ou durante a campanha eleitoral. Isso é facilmente comprovado", disse o ministro.

    ‘Dilma negociou com ministro do STJ soltura de empreiteiro’

    Delcídio disse que a presidente pediu a ele que sondasse o desembargador Marcelo Navarro, então no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, se ele votaria pela soltura de Marcelo Odebrecht, da empreiteira homônima, caso fosse nomeado para a Turma do Superior Tribunal de Justiça que analisa os recursos contra a Lava Jato. Navarro efetivamente ganhou uma vaga no STJ e votou pela soltura de Odebrecht, mas foi vencido pelo voto de outros quatro ministros.

    Dilma afirmou, por meio do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que não houve tal articulação. Navarro negou tal acordo e disse que não assumiu nenhum compromisso vinculado à sua nomeação para o STJ.

    ‘Lula tentou silenciar Nestor Cerveró
’

    Delcídio disse que Lula pediu a ele que intermediasse o “pagamento de valores” à família de Cerveró. O objetivo seria fazer com que Cerveró não delatasse José Carlos Bumlai, amigo de Lula, acusado pelo MPF de atuar para que a Petrobras contratasse sem licitação o Grupo Schahin para construir um navio-sonda, em troca de propina para pagar dívidas de campanhas do PT.

    Lula negou, por meio de nota, os itens atribuídos a ele na delação de Delcídio Bumlai admitiu que fez um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Shachin para o PT, segundo o jornal "O Estado de S.Paulo".  O PT afirma que todas as doações recebidas pelo partido ocorreram dentro da legalidade e foram declaradas à Justiça Eleitoral.

    ‘Dilma sabia de tudo sobre Pasadena’

    Delcídio afirma que a presidente tinha “pleno conhecimento” da aquisição da refinaria de Pasadena e “tudo o que esse encerrava”. A compra da refinaria nos Estados Unidos, em 2006, ocorreu quando Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras e Nestor Cerveró, diretor da área internacional da estatal. A transação deu prejuízo de US$ 792 milhões à Petrobras, segundo o Tribunal de Contas da União.

    Dilma diz que só aprovou a compra porque recebera um resumo técnico "falho" e "incompleto" sobre a aquisição.

    ‘Lula tentou comprar silêncio de Marcos Valério’

    Lula e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci articularam o pagamento de uma dívida ao publicitário Marcos Valério para que ele não revelasse detalhes do mensalão, segundo a delação. Seriam R$ 220 milhões, prometidos a Valério por Paulo Okamotto, atual diretor-presidente do Instituto Lula.

    Lula negou, por meio de nota, os itens atribuídos a ele na delação de Delcídio.

    ‘Dilma participou da nomeação de Néstor Cerveró’

    Delcídio afirma que Dilma participou efetivamente da indicação de Cerveró para a diretoria financeira da BR Distribuidora, no ano de 2008, e que a presidente ligou duas vezes a ele para falar sobre o tema.

    Dilma já negou ter indicado Cerveró para a diretoria internacional da Petrobras, cargo que ele ocupou de 2003 a 2007, e disse que pressionou para que o ex-diretor deixasse os quadros da estatal. Em 2008, Cerveró foi para a diretoria financeira da BR Distribuidora, que ocupou até 2014.

    ‘Marco Maia pediu propina a empreiteiras’

    Em sua delação, Delcídio também afirmou que alguns deputados e senadores, entre eles o deputado Marco Maia (PT-RS), cobraram propina de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras em 2015.

    Marco Maia disse que não recebeu doações de nenhuma empresa investigada pela CPI.

    Contra o PMDB

    ‘Belo Monte financiou campanhas do PMDB’

    Delcídio disse que recursos desviados das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foram destinados campanhas eleitorais do PT e do PMDB.

    O PMDB, por meio de sua assessoria, disse que o partido não tem nenhum envolvimento no caso citado e em nenhum outro caso de desvios de recursos para campanhas.

    ‘Vital do Rego pediu propina a empreiteiras’

    Em sua delação, Delcídio também afirmou que alguns deputados e senadores, entre eles o ex-senador Vital do Rego (PMDB-PB), hoje ministro do TCU, cobraram propina de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras em 2015. Vital do Rego, por meio de nota, repudiou “qualquer ilação associada ao seu nome”.

    ‘Renan, Lobão, Jucá e Raupp participaram de esquema’

    O senador também mencionou na delação outros quatro membros do PMDB do Senado: Renan Calheiros (AL), presidente da Casa, Romero Jucá (RR), segundo vice-presidente do Senado, Valdir Raupp (RO) e Edison Lobão (MA). Os quatro são investigados em inquéritos da Lava-Jato no Supremo.

    Delcídio disse que o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) agia em nome de Renan em "várias estatais". O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que Gomes atuava “representando" Renan em acordos que envolviam propina na Petrobras.

    Os quatro citados negaram irregularidades. Renan disse que “nunca autorizou, credenciou ou consentiu que seu nome fosse utilizado por terceiros”, Jucá afirmou que não comenta citações em documentos aos quais não tem acesso e Raupp respondeu que Delcídio "deve estar delirando". Lobão, por meio de seu advogado, disse que ele não se envolveu em crimes.

    Contra o PSDB

    ‘Aécio atuou para se livrar de CPI’

    O jornal “O Globo” informou que a delação de Delcídio citava o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao descrever sua atuação em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), sem divulgar mais detalhes. Em vídeo, o tucano regiu dizem que a acusação era "falsa".

    Após a delação ter sido homolgada e divulgada na íntegra, nesta terça-feira, descobriu-se que a referência era a CPI dos Correios, em 2005. Aécio, por meio de nota, rebateu as afirmações do senador.

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