Como uma lei obsoleta coloca em risco acervos como o da Cinemateca

Instituições dedicadas à preservação de bens culturais esbarram em entraves jurídicos para fazer cópias de obras históricas, como as destruídas no incêndio de quarta-feira

     

    Uma parte do acervo da Cinemateca Brasileira foi atingida por um incêndio na manhã de quarta-feira (3). A instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, é dedicada à preservação da produção cinematográfica e audiovisual do país. O fogo destruiu cerca de mil rolos de filmes anteriores à década de 1950.

    A Cinemateca não detalhou quais foram as obras atingidas, mas garantiu que havia cópias da “maioria” delas. Segundo a instituição, 0,4% do acervo foi consumido pelo incêndio. Os filmes estavam em suporte de nitrato de celulose, característico de películas antigas, e que pode entrar em combustão espontânea. Segundo o secretário-executivo do MinC, João Brant, o processo de reestruturação da Cinemateca continuará - e a política de digitalização dos acervos é uma das prioridades.

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