Como gastar bem seu dinheiro, segundo a ciência

O consumo pode trazer felicidade momentânea ou sensação duradoura, dependendo das nossas escolhas

     

    Dinheiro pode trazer felicidade, sim, se você gastá-lo nas coisas certas. Se a ideia é ter pequenos momentos de euforia e prazer, não descarte o bom e velho consumismo ocasional: de acordo com um estudo da publicação científica “Social Psychological and Personality Science”, adquirir coisas gera felicidade momentânea.

    Mas seu salário pode ser investido para se obter uma forma mais duradora de felicidade — uma espécie de satisfação geral com a vida. Há, portanto, algumas maneiras mais eficientes, de acordo com a ciência, de gastar dinheiro na intenção de atingir algo mais duradouro.

    Viagens e experiências prazerosas são um bom caminho; mas comprar coisas da maneira certa também é um jeito recompensador de empregar seus ganhos.

    Maneiras mais prazerosas de gastar, segundo a ciência:

    Caridade

    Um estudo da Universidade de Harvard detectou que gastar dinheiro com os outros, seja em forma de presentes para quem gostamos ou caridade, tende a aumentar nossa sensação geral de felicidade.

    Experiências

    Dan Gilberson, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos EUA, e autor do livro Stumbling on Happiness (Tropeçando na felicidade, ainda sem tradução em português), explica que a satisfação vinda de experiências e de memórias tendem a durar mais do que aquelas que vêm de bens materiais. Ou seja: viagens, restaurantes, pulos de paraquedas, shows são as coisas que vão te manter feliz com a vida. O motivo é que experiências tendem a ser aproveitadas com outras pessoas. Quando elas se acabam, as memórias delas ficam.

    Coisas nas quais você gasta muito tempo

    Jason Chen, colunista de finanças pessoais do site LifeHack, aconselha: não economize em coisas nas quais você gasta bastante tempo. Um colchão confortável, por exemplo, sai por muito pouco se você dividir o valor pelas horas que passa deitado nele (e pela qualidade de vida que ele vai proporcionar). A ideia é: divida o preço caro do que precisa comprar pelo total de horas que aquilo será usado em um ano. Se pergunte: “eu pagaria X por hora para estar confortável/não ter preocupações/ser mais produtivo?” Se a resposta for sim, vale comprar.

    Coisas das quais você gosta muito

    Isso vale para os geeks, os colecionadores, os connoisseurs — aqueles que sabem muito sobre um determinado assunto ou universo. No caso deles, pode ser que a aquisição de coisas gere tanto prazer e satisfação geral quanto experiências para outros tipos de pessoa. A descoberta é de Thomas Gilovish, pesquisador da Universidade do Colorado. De acordo com outro estudo, esses produtos se conectam com a identidade percebida do comprador, e por isso, se assemelham a experiências. Inclua aí o processo de pesquisa e de troca de impressões sobre o produto, antes e depois da compra: essas coisas geram mais felicidade.

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