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Como o café (e muito do que comemos) pode desaparecer junto com as abelhas

Das espécies vegetais cultivadas no mundo, 73% são polinizadas por algum tipo de abelha

 

Abelhas são os mais indispensáveis polinizadores de frutas e vegetais da natureza. E elas estão desaparecendo em uma taxa alarmante, especialmente nos EUA: nos últimos cinco anos, o país perdeu 30% de sua população de abelhas. As operárias simplesmente desaparecem, deixando a rainha sozinha. Geralmente, ela morre de fome.

O fenômeno, chamado de DCC (Distúrbio do Colapso das Colônias) é causado por compostos químicos chamados neonicotinóides, usados em agrotóxicos e letais para estes insetos.

A importância das abelhas para o ecossistema do planeta afeta diretamente nossos pratos. É que são elas as responsáveis por carregar grãos de pólen de centenas de espécies de frutas e vegetais de uma planta até a outra e garantir a fecundação.

Sem elas, nossa alimentação seria severamente impactada e muito do que comemos teria a produção inviabilizada ou diminuída drasticamente. Das espécies vegetais cultivadas no mundo, 73% são polinizadas por algum tipo de abelha. Um cafezinho pela manhã, por exemplo, poderia virar item de luxo.

Estes são alguns dos alimentos que estão a extensa lista de vegetais que dependem da polinização de abelhas:

brócolis, maçã, abacate, pimentão, caju, couve-flor, coco, café, coentro, kiwi, goiaba, limão, manga, pepino, melancia, morango, pêssego, cebola e pêra.

Para interromper o ciclo de extinção as abelhas, é preciso proibir os neocortinóides. Em uma nota oficial de 2014, a administração americana afirmou que está tomando medidas nesse sentido, depois que, em 2013, a União Europeia optou por banir os neocortinóides.

No Brasil, uma portaria de 2013 define que, exceto no período de floração, plantações de trigo, soja, cana e arroz podem ser pulverizadas com neocortinoides. Os agricultores precisam notificar apicultores 48 hora antes.

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