O funk brasileiro vive há quase duas décadas entre extremos de aceitação e repúdio. Se as músicas contam com milhões de plays no YouTube e Spotify, o estilo também foi alvo em 2017 de um abaixo-assinado com mais de 20 mil assinaturas que pediu ao Senado que o tornasse crime.
Em dezembro do ano anterior, o então prefeito eleito de São Paulo, João Doria, classificou os eventos de funk de rua da periferia de São Paulo (conhecidos como “fluxos”) como “um cancro que destrói a sociedade”. No mesmo mês, subiu no YouTube o vídeo de “Deu onda”, do MC G15, de Duque de Caxias. O clipe contava com mais de 300 milhões de plays nove meses depois.
Entre os detratores do gênero é comum ouvir que o funk estaria entre os responsáveis por um declínio moral e cultural do Brasil. Entretanto, de acordo com a opinião de profissionais e especialistas ouvidos pelo Nexo, o funk pode ser entendido sim como consequência de uma sociedade marcada por exclusão e violência.