‘Columbine’: a história do massacre. E uma crítica à mídia 


O ‘Nexo’ publica trecho da primeira tradução para o português do livro que reúne nove anos de pesquisa sobre o massacre ocorrido em Columbine, em 1999, nos Estados Unidos. Além de relatar o episódio em si, Cullen critica as publicações na imprensa de então – que, para ele, deveriam ter promovido uma discussão sobre saúde mental e desarmamento. Leia abaixo nota do autor e um excerto da primeira parte da obra 

Grande parte desta história foi gravada em fita ou registrada em cadernos e diários na mesma época — pelos assassinos antes dos homicídios e por investigadores, jornalistas e pesquisadores em seguida, e muito mais foi reconstruído ou elaborado a partir das lembranças dos sobreviventes. Tudo encontrado entre aspas foi capturado em fita, gravado por mim, por outros jornalistas ou por investigadores da polícia na época, publicado em documentos oficiais ou, no caso de conversas casuais, relembrado por um ou mais depoentes com alto grau de precisão. Quando o depoente estava menos certo a respeito dos termos, usei itálico. Abreviei algumas conversas sem usar reticências e corrigi alguns erros gramaticais. Nenhum diálogo foi inventado.

A mesma convenção foi aplicada para as citações dos assassinos, que escreveram e gravaram a si mesmos de maneira extensa. Seus escritos são reproduzidos aqui como foram registrados, com grande parte de suas idiossincrasias intacta.

Passagens deste livro que sugerem seus pensamentos vêm principalmente de diários e vídeos. Enorme quantidade de fontes corroborativas foi empregada, incluindo tarefas escolares, conversas com amigos, familiares e professores; diários mantidos por figuras-chaves; e uma enxurrada de registros policiais compilados antes dos homicídios, principalmente resumos das sessões de terapia. Com frequência, usei os pensamentos dos assassinos verbatim, com base em seus diários, sem aspas. Outros sentimentos são resumidos ou parafraseados, mas todos se originaram deles.

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